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Por G1 BA

Imagem aérea da manhã de quinta-feira (11), no município de Coronel João Sá tomado pela água de uma barragem | Foto: Studio Júnior Nascimento

Imagem aérea da manhã de quinta-feira (11), no município de Coronel João Sá tomado pela água de uma barragem | Foto: Studio Júnior Nascimento

A ponte que passa sobre o Rio do Peixe, em Coronel João Sá, na Bahia, ficou submersa depois que o município foi invadido pela água de uma barragem que fica no distrito de Quati, localizada na cidade vizinha de Pedro Alexandre. Por conta disso, moradores contam que ficaram mais de 18h “ilhados”, sem poder ir do centro para os povoados da zona rural e vice-versa.

Na manhã desta sexta-feira (12), a água começou a escoar, mas ainda chove fraco no município. Uma força-tarefa com 50 agentes do Corpo de Bombeiros de Salvador chegou à cidade nesta manhã. Eles interditaram a ponte para evitar que os moradores fiquem circulando pelo local. “Sempre há risco. As pessoas podem ser surpreendidas. Estamos isolando o local. A gente reforça que, nesses eventos, quando a água estiver na canela, deve-se evitar passar”, explicou o major Ramon Diego.

Lama espalhada pela cidade de Coronel João Sá, na Bahia | Foto: Alan Tiago/G1

Lama espalhada pela cidade de Coronel João Sá, na Bahia | Foto: Alan Tiago/G1

Os prejuízos por conta da força da água são muitos. O cenário na manhã desta sexta-feira é de casas cheias de lamas e com marcas de água até a metade das paredes. Uma das moradoras da cidade relatou que só deu tempo de pegar os documentos e deixar o imóvel que morava com a família. Os moradores precisaram deixar suas casas e estão alojadas nas escolas municipais. Por conta disso, as aulas permanecem suspensas.

Conforme o prefeito Carlinhos Sobral, entre 100 e 150 famílias estão desalojadas, o que corresponde a cerca de 500 pessoas. “Não houve nenhuma fatalidade, os prejuízos são materiais. Estamos trabalhando para suprir a população com alimentos, médicos, enfermeiros, para a gente tentar amenizar essa catástrofe, principalmente para aqueles que perderam suas casas. Hoje vamos fazer levantamento. Ainda não temos ideia de quantos imóveis desabaram. Estamos levantando todos os danos, porque a água começou a baixar hoje”, explicou Sobral.