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Com informações do Valor Investe e Globo News

Foto: Divulgação

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A JBS (JBSS3) nunca valeu tanto na bolsa — mais de R$ 55 bilhões no pregão de ontem. Nos últimos doze meses, nenhuma companhia do Ibovespa (principal índice de referência da bolsa brasileira) se valorizou tanto como a gigante brasileira das carnes. Nesse período, as ações avançaram nada menos do que 146%, e o valor de mercado saltou mais de R$ 30 bilhões.

Somente nesses 12 meses, os irmãos Joesley e Wesley Batista, que controlam a empresa com 42% das ações, viram o valor de sua participação aumentar em mais de R$ 13 bilhões. O BNDES, que também é um grande acionista, com uma fatia de 21%, ganhou outros R$ 6,7 bilhões. O restante da valorização beneficiou os minoritários na bolsa.

O desempenho dos papéis da JBS, empresa que ficou marcada pela delação premiada de seus acionistas controladores, também é expressivo quando se analisa apenas 2019. Enquanto o Ibovespa se valorizou pouco mais de 8%, as ações da companhia subiram mais de 75%, com ganho de R$ 24 bilhões em valor de mercado nos quatro meses iniciais do ano.

MPF faz nova denúncia contra Wesley Batista

O Ministério Público Federal de São Paulo (MPF-SP) denunciou pela segunda vez o empresário Wesley Batista pelo crime de insider trading, que é o uso de informações privilegiadas para lucrar no mercado financeiro. A denúncia foi protocolada na Justiça Federal na manhã desta terça-feira (7).

O empresário Wesley Batista presta depoimentos às CPI da JBS e do BNDES, em 2017 | Foto: Marcelo Camargo, Agência Brasil

O empresário Wesley Batista presta depoimentos às CPI da JBS e do BNDES, em 2017 | Foto: Marcelo Camargo, Agência Brasil

Segundo o MPF, como gestor da Seara Alimentos e Eldorado Celulose, Wesley comandou operações de câmbio das empresas em maio de 2017, quando ainda estava sob sigilo o acordo de delação premiada que ele e o irmão Joesley Batista firmaram com a Procuradoria Geral da República (PGR) e executivos do grupo J&F.

Após a divulgação do teor das colaborações, o dólar teve alta expressiva, o que rendeu ao empresário quase R$ 70 milhões a partir dos contratos de dólar negociados dias antes, afirma o Ministério Público.