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Por G1

Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Após reunião a portas fechadas, partidos de oposição na Câmara dos Deputados decidiram no início da tarde desta terça-feira (9) rejeitar um acordo com os partidos favoráveis à reforma da Previdência para que não fizessem obstrução no plenário. O objetivo da proposta de acordo era evitar que fosse retardada a votação da proposta de emenda constitucional (PEC) sobre o assunto, prevista para esta terça. Com a recusa ao acordo, as legendas de oposição pretendem apresentar requerimentos regimentais, como de retirada de pauta e adiamento de votação, que terão necessariamente de ser apreciados pelo plenário antes da votação principal. Pelo acordo, a votação do texto-base seria adiada desta terça para a manhã de quarta-feira (10), com o compromisso dos partidos oposicionistas de apresentarem somente dois requerimentos. Na avaliação do líder da oposição na Câmara, deputado Alessandro Molon (PSB-RJ), a votação dos requerimentos de obstrução obrigará a presença constante no plenário dos parlamentares para votá-los, o que, para o governo, poderá representar uma dificuldade de manter elevado o quórum da sessão. “Vamos apresentar os requerimentos de obstrução porque entendemos que, ao fazer obstrução, nós obrigaremos a presença no plenário dos deputados em princípio favoráveis à PEC”, afirmou. Segundo Molon, a avaliação da oposição é de que o governo não dispõe dos votos que tem anunciado para aprovação da matéria.