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Foto: Robson di Almeida

Foto: Robson di Almeida

O fotógrafo Bismarck Araujo, idealizador do Projeto Retratos de Esperança, entregou na manhã desta quarta-feira (28), a primeira casa construída pelo projeto com a renda da venda do seu livro “Retratos de Esperança”, doações financeiras, de serviços e de materiais de construção. A primeira casa construída pelo projeto foi entregue a família de dona Maria da Glória, 53 anos, no município de Santaluz, que residia em barracos de lona no lixão municipal. A casa tem a sala integrada a cozinha, 4 quartos e 1 banheiro, onde dona Maria, três dos seus filhos, seu genro e três netos – de 6 meses, 3 e 5 anos – terão um teto e não mais passarão a noite sob  água das chuvas, como tem ocorrido nos últimos dias. 

Para Bismarck, a conclusão e entrega da casa gera um sentimento de missão cumprida, conforme planejado pelo projeto “é muito importante ter uma casa, mas precisamos prosseguir trabalhando e encontrar meios de continuar a ajudar essas pessoas para que tenham uma vida mais digna, que não tenham a opção apenas de serem catadores de lixo nas condições em que vivem, que não se torne uma prática de geração para geração. Agradecemos a todos que contribuíram comprando o livro e fazendo doações, pois isso que possibilitou a construção da casa”, destaca Bismarck. 

 O projeto

Retratos de Esperança é um projeto que foi concebido em 2016, inspirado no sonho de Bismarck de mostrar as diferentes realidades sociais por meio da fotografia e ajudar os fotografados. Foi concebido em 2016 e tem base em dois pilares: O primeiro compreende palestras e oficinas de fotografia – que levam para estudantes a história de vida de Bismarck e das pessoas e lugares fotografados – realizados junto as escolas para estudantes com o objetivo de despertar a humanidade, a solidariedade a compaixão, e no caso das oficinas, conhecimentos sobre a arte fotográfica. O segundo pilar é transformar as vidas dos fotografados por meio de melhorias nas condições de vida proporcionando o mínimo de dignidade para as famílias.

Com informações de Laudécio Silva e Leane Mota