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Por G1

Foto: Pixabay

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Cientistas da Holanda e da Bélgica afirmam que mais dois pacientes, um em cada país, foram reinfectados pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2), noticiou a imprensa holandesa nesta terça-feira (25). O relato dos dois casos europeus acontece um dia depois que cientistas de Hong Kong confirmaram o primeiro caso de reinfecção. Na Bélgica, a paciente é uma mulher que se infectou pela primeira vez em março e pela segunda vez em junho. O paciente holandês era um idoso com sistema imunológico enfraquecido, afirmou a virologista holandesa Marion Koopmans, segundo a emissora NOS. O governo holandês ainda não se pronunciou sobre o caso. “Que alguém apareça com uma reinfecção não me deixa nervosa. Temos que ver se isso acontece com frequência”, declarou Marion Koopmans, de acordo com a emissora alemã Deutsche Welle. Para determinar a frequência das reinfecções, diz a virologista, é necessário acompanhar os pacientes ao longo do tempo. Para que uma recontaminação seja confirmada, é preciso provar que o código genético do primeiro vírus é diferente do segundo. Isso foi feito no caso de Hong Kong, e, segundo a emissora NOS, também parece ser o caso da Holanda. Koopmans lembra que infecções das vias respiratórias, como a Covid-19, podem ocorrer duas ou mais vezes, e elas induzem uma resposta imune clara: a questão, agora, é saber quanto tempo essa imunidade dura em média, avalia a virologista. Pacientes com sintomas mais graves desenvolvem, com frequência, mais anticorpos que aqueles com sintomas leves, segundo ela. “Só porque você desenvolveu anticorpos não significa que está imune”, alertou a virologista em entrevista à emissora NOS.