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Por Valor Econômico

Foto: Alan Santos/PR

Pouco antes da abertura da bolsa de valores nesta segunda-feira (22), o presidente Jair Bolsonaro voltou à carga contra a sistemática de definição de preços da Petrobras. Afirmou que a atual política atende aos interesses de “alguns grupos do Brasil”, criticou o trabalho do presidente da estatal, Roberto Castello Branco, e disse que a Lei de Reponsabilidade Fiscal prevê que, em estado de calamidade, a companhia deve “olhar para outros objetivos”. Em conversa com apoiadores, em frente ao Palácio da Alvorada, o presidente provocou: “O petróleo é nosso? Ou é de um pequeno grupo no Brasil?” Na última sexta, Bolsonaro anunciou que Castello Branco será substituído pelo general Joaquim Silva e Luna, atual presidente da Itaipu Binacional. Pressionado por caminhoneiros pelos recentes reajustes no preço do diesel, Bolsonaro defende que a composição dos preços e reajuste precisa de transparência e previsibilidade. Na primeira hora de pregão, os papéis da empresa perdiam 20%. “É sinal que alguns do mercado financeiro estão muito felizes com a política que só tem um viés na Petrobras, atender os interesses de alguns grupos do Brasil”, disse o presidente. Bolsonaro ainda reclamou que ninguém no governo estava tomando providências para reduzir o preço ao consumidor. “No fundo, ninguém fazia nada, eu tenho que descobrir sozinho isso. A gente vai mudar, mudanças teremos no governo sempre que se fizer necessário”, assegurou. “Não tenho preocupação nenhuma a não ser atender ao interesse público”, completou.