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Família quer ‘apuração célere’ sobre sumiço de professor em Santaluz

Do G1 BA
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Edivaldo foi indentifcado em carro queimado; polícia suspeita que segunda vítima seja Jeovan Bandeira | Foto: Jonathas Ferreira/ Site Notícias de Santaluz

A família do professor Jeovan Bandeira, que está desaparecido desde o dia 10 de junho, não conseguiu celebrar os festejos juninos. Todos ainda aguardam a identificação de um dos dois corpos encontrados carbonizados no porta-malas de um veículo em Santaluz, no nordeste da Bahia. O amigo dele e também professor Edivaldo Silva de Oliveira, de 32 anos, é uma das vítimas confirmada pela polícia. Ao G1, Fábio Bandeira, que é irmão do professor desaparecido, tem a sensação de que as investigações não avançam. “Parece que estão estagnadas. Não sei se é por causa das festas juninas”, relata. Para saber qual o andamento das apurações, ele diz que a família marcou um encontro com delegado do município de Santaluz. “A gente tem uma audiência com o delegado amanhã [quinta-feira]. A gente pediu o encontro para esclarecer algumas coisas. A gente está esperando o resultado das investigações”, argumenta. A ansiedade da família tem explicação. O segundo corpo encontrado carbonizado no carro, que a polícia suspeita que seja do professor desaparecido, ainda não foi identificado 19 dias após o crime. O Departamento de Polícia Técnica (DPT) diz que o corpo foi submetido ao exame de DNA, mas que não há um prazo definido para divulgação do resultado. O órgão diz que o grau de carbonização do corpo exige um trabalho mais cauteloso das equipes de perícia.

A reportagem não conseguiu contato com o delegado João Farias, que investiga o caso, na manhã desta quarta-feira (28). Seis dias após os corpos terem sido encontrados, ele afirmou ao G1 que a autoria e a motivação do crime ainda eram desconhecidas. “A Polícia Civil está empenhada. Estou ouvindo pessoas íntimas das vítimas, mas ainda não sabemos como o crime foi cometido. Não sabemos se foi latrocínio, se foi crime passional, se foi crime por homofobia. Não sabemos”, relata. Em protesto contra a morte do professor Edivaldo Silva e desaparecimento de Jeovan Bandeira, que reuniu uma multidão em Santaluz no dia 13 de junho, bandeiras com arco-íris que representam o público LGBT lançavam luz sobre a possibilidade do crime ter motivação homofóbica.

‘Escola abalada’
Diretor do Colégio Estadual José Leitão, Ananias Francisco Cruz Filho, afirma que os professores deixam saudades entre colegas e alunos. Edivaldo Silva, que teve o corpo identificado, atuava na unidade como professor de disciplinas da área de exatas (matemática, física e química). Já Jeovan Bandeira, que segue desaparecido, era vice-diretor da escola. “A comunidade escolar ficou completamente abatida. Eles tinham um ótimo relacionamento com os alunos. Edivaldo, por exemplo, era presidente do nosso colegiado. Jeovan era uma pessoa extremamente diplomática. Eram pessoas que a gente precisava para a educação”, atesta. Como o caso ocorreu em 10 de junho, uma semana antes do início do recesso junino, Ananias Filho destaca que os alunos de Edivaldo Silva não precisarão ter as aulas do primeiro semestre do ano repostas. A expectativa é de que o ano letivo seja retomado em 4 de agosto e que um docente do Regime Especial de Direito Administrativo (REDA) da própria unidade lecione as disciplinas. Já sobre Jeovan Bandeira, que era vice-diretor, Ananias Filho diz que aguarda a decisão do Secretaria de Educação (SEC). Independentemente da retomada das atividades, o diretor desabafa que a escola “continua abalada” com o crime que segue sem resolução.

2 respostas para “Família quer ‘apuração célere’ sobre sumiço de professor em Santaluz”

  • JOSE PLINIO DE OLIVEIRA disse:

    Esperamos em Deus que a família e os amigos da possível vítima dessa barbárie troglodita cheguem a um termo de Paz Interior, para dar sepultamento digno o um ente querido desaparecido em circunstâncias tão trágicas; porque a dor da perda deve ser terrível, insuportável. Somente a Divina Misericórdia pode dar força para suportar a dor que transpassa a alma de uma mãe, por exemplo. Essa tragédia atingiu a todos nós [email protected] porque – que eu me recorde – crimes dessa natureza só são perpetrados em grandes metrópoles; infelizmente; e a grande maioria dessas tragédias foram cometidas pelos chamados órgãos de Segurança Nacional, Esquadrões da Morte e etc., durante o Regime Militar. O sertão da Bahia historicamente enfrentou algumas situações de violência, mas requintes de tamanha crueldade somente ocorreram na era do cangaço. Esse fato de agora passa a exigir uma grande mobilização contra todas as formas de violências em nosso sertão. A meu ver, esta mobilização, que deve ser urgentíssima, tem ser levada avante pela sociedade civil organizada e jamais pelo Estado.

    José Plínio de Oliveira

  • NAIARA NUNES disse:

    ACORDA POVO LUZENSE, VAMOS GRITAR E FAZER ACONTECER A JUSTIÇA EM NOSSA CIDADE… CADE O PODER PUBLICO,CADE JUDICIÁRIO E EXECUTIVO PRECISAMOS DE RESPOSTAS E SOLUÇÕES PARA ESTE CRIME BÁRBARO .

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