Imagem ilustrativa de aparelho de mamografia, utilizado em exames para o diagnóstico precoce do câncer de mama — Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A Prefeitura de Santaluz abriu um processo para contratar uma plataforma digital e o serviço de emissão de laudos de mamografia. A medida ocorre cinco anos depois da entrega do mamógrafo ao município, que ainda não foi usado pela população.

O chamamento foi publicado no Diário Oficial do Município na segunda-feira (13) e tem valor estimado de R$ 59.666,25. A contratação prevê a emissão de até 2.600 laudos, além da implantação do sistema necessário para armazenar e transmitir as imagens dos exames.

A empresa contratada deverá integrar a plataforma ao equipamento existente no município e disponibilizar médicos especialistas para analisar os exames à distância. Os laudos deverão ser emitidos em até 48 horas.

O serviço está previsto para funcionar no Centro de Especialidades Médicas. Após a assinatura do contrato ou a emissão da ordem de serviço, a empresa terá até cinco dias úteis para implantar e testar o sistema, além de treinar os profissionais responsáveis pela operação.

O aviso esclarece que o chamamento é um procedimento para receber propostas e selecionar interessados, não o contrato definitivo. O documento também não informa quando os exames começarão a ser oferecidos à população.

O mamógrafo custou mais de R$ 189 mil e foi adquirido com recursos de uma emenda parlamentar da deputada estadual Olívia Santana. Entregue em 2021, o aparelho permaneceu encaixotado durante parte do período em que ficou sem atender as mulheres do município.

Em agosto de 2025, a gestão municipal anunciou que o equipamento estava sendo instalado. Cerca de 11 meses depois, o serviço ainda não havia começado. O Centro de Especialidades Médicas, indicado no novo documento como local de funcionamento da mamografia, foi inaugurado em abril deste ano.

Em novembro de 2025, durante entrevista ao programa Estação Notícias, da rádio Estação FM, Olívia Santana cobrou providências do prefeito Arismário Barbosa Júnior. A deputada defendeu que o equipamento fosse colocado em funcionamento ou devolvido e afirmou que deixar o mamógrafo sem uso era um “atestado de incompetência”. Ela também disse que poderia acionar o Ministério Público.

A abertura do processo representa uma nova etapa administrativa para o serviço de mamografia. A medida ocorre após quase cinco anos de espera, cerca de 11 meses depois do anúncio da instalação e quase três meses após a inauguração do Centro de Especialidades Médicas, em meio a cobranças frequentes da população pelo funcionamento do equipamento.