Com informações do Valor Econômico
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Foto: Divulgação

O governo federal estuda autorizar um reajuste extraordinário nas tarifas de energia para remunerar as empresas de transmissão. Estimativas iniciais sugerem um aumento de cerca de 1,5% na conta dos consumidores. O aumento será para compensar acordo feito exatamente há dois anos, previsto na Medida Provisória (MP) 579.

O reajuste é necessário porque o governo prometeu pagar às empresas indenizações às empresas do setor elétrico que aderissem ao plano de redução de tarifas. A grande questão é que as novas indenizações devem superar em vários bilhões de reais o montante inicialmente previsto. Se antes o governo pretendia gastar um total de R$ 10 bilhões com a despesa adicional, agora a liquidação da fatura está saindo ligeiramente mais cara. Segundo cálculo realizado pelo novo presidente da Associação Brasileira das Grandes Empresas de Transmissão de Energia Elétrica (Abrate), Mário Miranda, o gasto pode chegar a R$ 20 bilhões. “Essa é a nossa estimativa mais atual”, relatou.

Com recursos escassos em caixa, a saída é estudar um possível reajuste extraordinário das tarifas para o consumidor. Se a opção for levada adiante, como defendem algumas autoridades da área energética, o efeito será justamente o oposto do que previa a MP 579.