Estadão Conteúdo
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Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse no início da noite desta quarta-feira (20) que a reforma política será votada diretamente em plenário de forma fatiada, com oito temas em separado. “Fizemos um acordo de procedimento que vai ser tratado na segunda [25] sobre uma ordem de votação dos temas a partir de terça (26). Serão votados: 1º o sistema de votação, 2º, o financiamento de campanha, 3º, a decisão sobre o fim ou não da reeleição, 4º, o tamanho do mandato, 5º, a coincidência de mandato, 6º, a cota das mulheres, 7º, o fim de coligações, 8º, a cláusula de barreira”, disse. O presidente está puxando para si, apoiado pelos líderes partidários, a atribuição que a comissão especial criada para apresentar uma proposta de consenso do Congresso sobre a reforma política não conseguiu entregar. Pouco antes do anúncio, Cunha recebeu o manifesto de entidades civis contrárias às propostas de reforma debatidas na Câmara. O grupo se posicionou contrário a temas como o chamado “distritão” (eleição dos mais votados nos Estados para o Legislativo) e o financiamento privado de campanha. Ao ser questionado se a reforma que será votada não deveria envolver um debate mais amplo com a sociedade, o presidente da Câmara disse que o tema é discutido há bastante tempo e que os parlamentares precisam votar. “Esse debate se dá com a apreciação para votar em debate, não adianta a gente ficar aqui explicando todo dia ou falando para a imprensa ou qualquer meio que a gente quer votar a reforma política se a gente não vai no plenário e vota”, afirmou.