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Estadão Conteúdo

Foto: Reprodução

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Na entrevista concedida no Palácio do Planalto, após reunião com o presidente Michel Temer, o relator do texto da Reforma da Previdência na Câmara, deputado Arthur Maia (PPS-BA), afirmou nesta quinta-feira (6) que ainda estão sendo feitos diversos estudos e cálculos para as regras de transição e que o objetivo é trabalhar para ampliar o número de trabalhadores que terão acesso a uma norma mais branda. “É uma fórmula muito complexa. Temos elaborado várias tabelas e cálculos para chegarmos a regra que preserve a viabilidade e sustentabilidade da Previdência e que, ao mesmo tempo, possa ampliar as pessoas que estejam nessa regra”, afirmou. “Não é uma tarefa fácil.” Maia disse ainda que não faz sentido colocar todos os trabalhadores na regra de transição, pois, em alguns casos, a pessoa ao “pagar o pedágio” poderia ultrapassar a idade mínima de 65 anos. Segundo ele, uma das possibilidade em análise é diminuir de 50 anos para 40 anos idade para inclusão de trabalhadores na transição. “É trabalho difícil”, disse, ressaltando que ainda não há uma proposta definitiva para o tema. “Estamos considerando em todos os cálculos que fazemos uma razoabilidade para que a soma do pedágio que será cobrado não ultrapasse os 65 anos.” Na proposta original, teriam direito à regra de transição homens acima de 50 anos e mulheres acima de 45 anos. Para essas pessoas, a idade mínima de 65 anos não seria exigida, mas,sim, um “pedágio” de 50% sobre o tempo restante de contribuição segundo as regras atuais.