
A presidente da Câmara Municipal de Santaluz, vereadora Joseane Lopes, afirmou durante a sessão desta quarta-feira (12) que a Casa foi obrigada pela Justiça a pautar projetos enviados pela Prefeitura que, segundo ela, naquele momento não estavam tão claros. Joseane também pediu que o Judiciário busque informações junto à gestão municipal para saber “o que está acontecendo” e tome as medidas possíveis.
“Nós, enquanto Casa Legislativa, nós, enquanto legisladores, nós fomos obrigados a pautar projetos que, no momento, para a gente não era tão claro”, declarou.
Na sequência, a presidente da Câmara direcionou o pedido à Justiça.
“Eu queria pedir também à Justiça que procurasse o secretário, que procurasse o gabinete do prefeito, até para saber o que está acontecendo também. E que, de fato, tome as medidas possíveis diante dos ocorridos”, afirmou.
A fala ocorre meses depois de decisões judiciais que obrigaram a Câmara a colocar em pauta e posteriormente votar projetos enviados pelo prefeito Arismário Barbosa.
Entre as propostas aprovadas estavam o reajuste salarial dos servidores municipais, a reformulação da estrutura administrativa da Prefeitura e a autorização para abertura de créditos suplementares de até 50% do orçamento.
Um desses projetos, o reajuste dos servidores, voltou ao debate nos últimos dias. Em vídeo publicado nas redes sociais, o vereador Paulão cobrou o pagamento dos novos valores e afirmou que tem sido procurado por servidores.
Segundo ele, o reajuste aprovado no fim de maio já deveria ter sido pago naquele mês. Paulão disse ainda que, em junho, a gestão municipal publicou um decreto alterando a aplicação da lei, sob a justificativa de que precisava de prazo para se organizar.
Na sessão desta quarta-feira, Jó não citou diretamente o reajuste nem detalhou a quais situações se referia ao pedir providências à Justiça. Ela também sugeriu que os vereadores visitem secretarias municipais e o hospital para verificar o que está acontecendo.
“Acredito que todo mundo sabe aqui do que eu estou falando. Para que as medidas sejam tomadas”, disse.
Ao concluir, a presidente da Câmara afirmou confiar na Justiça e fez referência ao símbolo do Judiciário.
“Eu acredito muito […] na Justiça. E é tanto que o símbolo é uma balança e ela precisa ser justa. Então, que assim seja feito.”