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Foto: Reprodução/Senado

Foto: Reprodução/Senado

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou o inquérito em que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) era investigado por supostamente ter atuado para fraudar registros do Banco Rural remetidos à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios, em 2005. O pedido de arquivamento foi feito em setembro pela Procuradoria-Geral da República (PGR), sob o argumento de que “a autoridade policial não recolheu provas ou elementos de convicção suficientes para corroborar as declarações do colaborador e permitir a instauração de ação penal”. Segundo informações da Agência Brasil, o inquérito foi embasado na delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral, que presidiu a CPMI em questão e relatou ter sido procurado por Eduardo Paes, na época deputado pelo PSDB, que teria lhe pedido, em nome de Aécio, então governador de Minas Gerais, o adiamento do prazo dado ao Banco Rural para o envio dos documentos. De acordo com Amaral, o objetivo seria garantir tempo para maquiar dados que pudessem revelar um esquema semelhante ao Mensalão. Só que neste caso, a irregularidade seria operada pelo publicitário Marcos Valério, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, a fim de beneficiar Aécio e seu vice-governador, Clésio de Andrade. Esse é o segundo inquérito contra o senador que o ministro Gilmar Mendes arquiva neste ano. Em junho, ele arquivou a investigação sobre o envolvimento de Aécio em desvios em Furnas, uma das subsidiárias da Eletrobras.