Com informações da Agência Câmara
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Graça Foster afirmou que a Operação Lava Jato, que investiga corrupção na estatal, “fez um enorme bem à empresa”, já que a obrigou a adotar práticas preventivas de controle interno e externo.

Em quase sete horas de depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, a ex-presidente da estatal, Maria das Graças Foster, disse que só foi informada de corrupção na estatal petrolífera em 2014, com a Operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF). Ela defendeu a gestão da empresa e disse que a operação da PF fez “um enorme bem à companhia”, já que a obrigou a adotar práticas preventivas de controle interno e externo. Graça Foster foi ouvida pela CPI na qualidade de testemunha e se comprometeu a dizer a verdade. Foster estava acompanhada de três advogados. Apesar de defender seu legado na empresa e ter dito que fez o possível para defender a companhia, Graça Foster disse que a Petrobras merecia um gestor melhor que ela. “Alguém que identificasse esse tipo de caso de corrupção”, disse ela. Segundo Graça Foster, o esquema de corrupção na empresa “se formou fora da Petrobras” e “não era institucionalizado”.