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Foto: Divulgação

Projeto de mineração Santa Luz Desenvolvimento Mineral (SLDM) está com atividades suspensas desde agosto de 2014 | Foto: Divulgação

Em meio ao drama do rompimento de uma barragem de rejeitos de minério da Vale em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG), na última sexta-feira (25), sinais de alerta acenderam para moradores de diversas cidades brasileiras onde funcionam projetos de mineração.

Logo após a tragédia, a gerência da Agência Nacional de Mineração na Bahia (ANM) sinalizou que irá intensificar a fiscalização e mapeamento das barragens do estado, o que inclui as duas barragens de rejeitos que ficam localizadas na cidade de Santaluz, no projeto de mineração Santa Luz Desenvolvimento Mineral (SLDM), pertencente a mineradora canadense Leagold.       

Ao Notícias de Santaluz, a empresa informou que as barragens – uma de Flotação e a outra de Lixiviação – não estão em operação, já que as atividades na mina de ouro estão suspensas desde agosto de 2014. “Desta forma, não existe geração de rejeito e por consequência, não ocorre lançamento de rejeito nas barragens”, explica.

Apesar disso, informa a mineradora, as duas barragens de Santaluz são monitoradas conforme estabelece o Plano de Segurança de Barragem estipulado pela legislação federal, com inspeções regulares realizadas pelo órgão fiscalizador a fim de minimizar a possibilidade de acidente e suas consequências.

Questionada sobre a estrutura dos equipamentos, a Leagold explicou que a técnica de construção das barragens é ‘alteamento a jusante’, considerada mais segura do que o método de ‘construção a montante’, utilizado nas barragens de Mariana e Brumadinho, onde o dique inicial serve de base para futuros alteamentos. Segundo a empresa, “nunca houve qualquer anomalia registrada ou ocorrência que pudesse comprometer a segurança dessas estruturas, que estão em perfeita consonância com todas as exigências legais”.

Além disso, a mineradora informou que se encontra em funcionamento a Comissão de Acompanhamento do Empreendimento (CAE), formada por técnicos da empresa, por representantes da sociedade e do poder público de Santaluz, com o objetivo de acompanhar as informações sobre o licenciamento e as condições das barragens.

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