
Moradores de Santaluz, na região sisaleira da Bahia, relataram recentemente que tiveram contas do WhatsApp invadidas. Segundo os relatos, contatos dessas pessoas também passaram a receber mensagens enviadas em nome delas, com pedidos de ajuda para confirmar um suposto cadastro no Mercado Livre.
Em uma das mensagens que circulam na cidade, o remetente afirma que fez um cadastro na plataforma e precisa informar dois números de telefone para concluir uma confirmação. Em seguida, pergunta se pode utilizar o número de quem recebeu a mensagem e pede que a pessoa confirme a informação caso receba uma ligação.
A abordagem é semelhante à de um golpe já identificado em outras regiões do país. Segundo alerta divulgado pela Polícia Civil de Dracena, no interior de São Paulo, em setembro deste ano, criminosos podem se passar por atendentes do Mercado Livre e fazer ligações pelo WhatsApp para obter códigos de verificação ou convencer as vítimas a realizar procedimentos no celular.
Com o código de verificação do WhatsApp, por exemplo, os golpistas podem registrar a conta em outro aparelho, assumir o controle do perfil e enviar novas mensagens aos contatos. Esse é um dos métodos conhecidos da fraude, mas não há informações suficientes para afirmar que tenha sido utilizado nos casos relatados em Santaluz.
Embora a situação seja popularmente chamada de clonagem de celular, esse tipo de golpe geralmente envolve o roubo da conta do WhatsApp, sem que o aparelho seja necessariamente invadido.
O que diz o Mercado Livre
Em posicionamento enviado ao Canaltech e divulgado em reportagem de 27 de outubro, o Mercado Livre informou que não solicita senhas, códigos de verificação ou informações financeiras por WhatsApp, SMS, telefone ou e-mail.
A empresa também afirmou que monitora o uso indevido de sua marca e colabora com autoridades no combate a fraudes digitais. A orientação é desconfiar de mensagens suspeitas, não compartilhar informações de segurança e utilizar os canais oficiais da plataforma.
Como se proteger
A principal recomendação é nunca informar códigos de verificação recebidos por SMS, WhatsApp ou ligação, mesmo quando o pedido aparentemente parte de um amigo ou familiar.
Também é importante confirmar solicitações suspeitas por outro meio de contato, ativar a verificação em duas etapas do WhatsApp e verificar se há aparelhos desconhecidos conectados à conta.
Quem tiver o WhatsApp invadido deve tentar recuperar o acesso pelos procedimentos oficiais do aplicativo, avisar os contatos para evitar novas vítimas e registrar um boletim de ocorrência.