Com informações do Estadão
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Foto: Divulgação

O Ministério da Educação (MEC) estuda por em prática já no meio do ano um novo sistema de distribuição do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). A ideia é que ele siga os moldes de iniciativas como o Sistema de Seleção Unificada (SiSU) e o Programa Universidade para Todos (ProUni). A seleção dará prioridade a vagas em cursos que obtiveram nota máxima junto ao MEC. Como já anunciado pelo órgão, será exigido dos candidatos uma nota mínima, assim como acontece nos outros sistemas. O estudante precisará alcançar ao menos 450 pontos no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) para poder tentar uma das vagas do programa. Os critérios de qualidade a serem adotados levarão em conta ainda as diferenças regionais. Haverá um número de vagas por Estado privilegiando as melhores escolas e cursos locais. Com isso, o Ministério espera evitar concentração excessiva em Estados do Sudeste, por exemplo, que costumam ter maior número de cursos bem qualificados.

Motivos – A mudança no Fies busca fazer um acompanhamento na quantidade de contratos do sistema. Em quatro anos, o número de acordos subiu de 80 mil para quase dois milhões. Com isso, os gastos do governo também se elevaram chegando a R$ 14 milhões no ano passado. Porém, o número de pagantes ainda é pequeno. O secretário executivo do MEC, Luiz Cláudio Costa, explica que os atuais contratos serão mantidos exatamente como estão. Por outro lado, os novos contratos, a serem assinados a partir de julho, já serão feitos sob o novo modelo de concorrência.