Do G1 BA

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Os agentes que faziam a segurança da unidade do Tiro de Guerra do Batalhão do Exército da cidade de Serrinha, a 173 quilômetros de Salvador, estavam desarmados quando foram rendidos por homens encapuzados, na madrugada desta terça-feira (14). Ao todo, 20 armas modelo Mosquefal M 964, semelhantes a fuzis, de uso exclusivo das Forças Armadas, foram levadas pelos assaltantes.

De acordo com o tenente coronel Hobert, do Exército, os seguranças dos tiros de guerra são atiradores e, ao contrário dos soldados que atuam nos quartéis, não utilizam armas de fogo. “Eles [os atiradores] são preparados para serem reservistas de segunda categoria, que podem ser mobilizados em caso de conflito, e não têm a mesma carga de instruções de um soldado, que recebe preparação diferente. Por isso, normalmente, trabalham desarmados”, explica.

Questionado sobre a fragilidade da segurança dos tiros de guerra como o de Serrinha, o tenente coronel Hobert afirma que “todos [os tiros de guerra] os do país têm segurança adequada ao grau de instrução dos homens que os compõe. Não se tratam de quartéis, que são compostos por soldados”.

O tenente não soube informar quantos agentes faziam a segurança do local quando os suspeitos chegaram e nem se eles usavam apenas cassetetes quando foram abordados. Segundo ele, os assaltantes não levaram nenhuma munição.