Última atração da noite de domingo, 23 de junho, no Arraiá Cerveja & Cia, em Santo Antônio de Jesus, o cantor Pablo falou sobre sua rotina de shows durante o período junino e o trabalho de outros artistas que cantam o arrocha.

Fazendo dois shows por noite, sem parar, desde a última quarta-feira, o artista revelou que nunca curtiu a festa de São João.“Mesmo antes de ser artista, eu já cantava com meu pai. Nessa época de festa junina, eu nunca parava em casa, sempre estava viajando, fazendo seresta, barzinho. Eu nunca consegui parar para aproveitar as festas”, lembrou Pablo. Na opinião do cantor, o São João é um bom momento para curtir ao lado da família: “independente de ficar em casa ou fazer uma viagem, acho que o principal é estar com a família. É uma coisa que eu preciso fazer e não consigo”.

O dono da voz romântica comentou ainda sobre a “apropriação” do arrocha por cantores de outros Estados. “Essa galera que está vindo do Sul, como Israel Novaes e Michel Teló, e está se ‘patenteando’ como rei, como príncipe, como não sei o quê, não é ruim para o nosso movimento porque está levando o ritmo para onde a gente ainda não conseguiu chegar. Eu não vejo como uma coisa ruim, eu só vejo uma posição um pouco negativa eles quererem se ‘patentear’ como criadores do arrocha. O arrocha nasceu na Bahia, mas como a gente ainda não conseguiu chegar no sul forte, então eles estão vindo de lá como se tivessem lançado o arrocha. Acho isso um pouco chato”, desabafou Pablo.Nesta segunda-feira, dia 24, Pablo se apresenta nas cidades baianas de Irará e Conceição do Jacuípe, quando finalmente vai parar sua maratona de shows seguidos por dois dias. No dia 27, ele viaja a Sergipe e faz mais cinco shows até o final do mês de junho. (Agenor Filho)