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Por TV Globo e G1

Os irmãos Lúcio (esq) e Geddel Vieira Lima são acusados de ter se apropriado de salários de assessores — Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom e Valter Campanato/Agência Brasil

Os irmãos Lúcio e Geddel Vieira Lima são acusados de ter se apropriado de salários de assessores | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom e Valter Campanato/Agência Brasil

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, denunciou o deputado federal Lúcio Vieira Lima (MDB-BA), o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB-BA), a mãe dos dois políticos do MDB, Marluce Vieira Lima, e outras cinco pessoas pelo crime de peculato (crime praticado por servidor público que se apropriar de dinheiro ou bem a que tenha acesso em razão do cargo). Os oito denunciados são: Geddel Vieira Lima, ex-ministro que está preso desde julho do ano passado; Lúcio Vieira Lima, deputado federal; Marluce Vieira Lima, mãe de Geddel e Lúcio; Afrísio de Souza Vieira Lima Filho, irmão de Geddel e Lúcio; Valério Sampaio Sousa Júnior, ex-secretário parlamentar; Cláudia Ribeiro Santana, ex-secretária parlamentar; Milene Pena Miranda Santana, ex-secretária-parlamentar; Paulo Cezar Batista de Melo e Silva, ex-secretário parlamentar. Segundo a assessoria da Procuradoria-Geral da República (PGR), os supostos crimes foram investigados em inquérito aberto para apurar a origem dos R$ 51 milhões que foram encontrados no ano passado em um apartamento de Salvador utilizado pelos irmãos Vieira Lima. “As investigações revelaram a existência de ‘funcionários fantasmas’ no gabinete de Lúcio Vieira Lima bem como a relação criminosa estabelecida a partir de indicações para cargos em comissão pelo parlamentar. De acordo com as provas coletadas, ficou claro que os assessores atuavam para suprir interesses domésticos, pessoais e de negócios da família Vieira Lima. Entre as atividades desenvolvidas pelos assessores a denúncia cita serviços de contabilidade, motorista e até de cuidador”, destacou a PGR. Na denúncia, Raquel Dodge cita que o ex-secretário parlamentar da Câmara Job Ribeiro Brandão colaborou com as investigações e, por esse motivo, deixou de ser denunciado pelo Ministério Público. Ao longo de 27 anos, informou a procuradora, a família Vieira lima teria desviado R$ 4,3 milhões dos salários de Brandão.