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Caciques do Partido Progressista (PP) não estão nada satisfeitos com as ações da Polícia Federal decorrentes da Operação Lava Jato. Segundo o colunista Gerson Camarotti, da Globo News, após os mandados de busca e apreensão nas casas do presidente da legenda, senador Ciro Nogueira, e o líder da bancada no Congresso, deputado Dudu da Fonte, a cúpula do partido ensaia uma reação contra a presidente Dilma Rousseff. Três dirigentes do partido teriam dito ao colunista que foi fechado um discurso de defesa que aponta que a presidente sabia do esquema de corrupção na Petrobras e argumentava que era uma herança do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Dilma teria dito isso “com todas as letras” para o então ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro. À época, o PP estaria interessado em manter o delator Paulo Roberto Costa na diretoria de Abastecimento da estatal. “Não vou manter o Paulo Roberto Costa. Ele está envolvido num esquema pesado na Petrobras. Ele está fora”, teria dito a presidente. “Essa coisa da Dilma dizer que não sabia de nada não se sustenta. Os fatos mostram que ela sabia do esquema. E que só depois de um bom tempo no governo é que fez as mudanças na Petrobras”, observou um dirigente do PP. De acordo com o colunista, na primeira lista da Lava Jato apresentada pelo Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, aceita pelo Supremo Tribunal Federal, a legenda aparece com o maior número de parlamentares investigados.