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Foto: Jefferson Coppola/Revista Veja

Para minimizar os efeitos da maior crise enfrentada desde que saiu do Palácio do Planalto, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem sido aconselhado por aliados a admitir que “recebeu de presente” a reforma feita no sítio que frequenta em Atibaia (SP). De acordo com a Folha de S. Paulo, a linha de defesa ainda enfrenta oposições dentro do próprio PT. Primeiro, o grupo teme que as bases da sigla não recebam bem o discurso, já que contraria a tese de que a cúpula não age em benefício próprio. Em segundo, há o fato da Odebrecht ter avisado que não assumirá publicamente que custeou a reforma – decisão que teria sido informada a Lula. Testemunhas informaram ao Ministério Público que uma espécie de consórcio informal, formado pelas empresas Odebrecht, OAS e Usina São Fernando, teria bancado a obra no sítio. Mesmo que o Instituto Lula tenha afirmado que o ex-presidente apenas visita o local, de propriedade de amigos da família, em dias de descanso, alguns membros do PT já começaram a “testar” a alternativa. Nesta quinta-feira (4), o ex-ministro Gilberto Carvalho disse que uma empreiteira bancar a reforma seria “a coisa mais normal do mundo”. “Se isso de fato for confirmado, não há nenhuma irregularidade. Não houve enriquecimento próprio. Lula nunca se preocupou com isso”, disse Marco Aurélio Carvalho, coordenador do setorial jurídico do PT.