Escrevo este ensaio com a devida licença para os não-cristãos, mas também pedindo que o leiam. Perdoar não significa trazer o inimigo novamente para dentro das nossas intimidades. Amar igualmente, quem nos ama e quem nos odeia, não significa abrir espaço ou darmos a quem nos odeia os instrumentos que almeja possuir para nos destruir. Orar pelos inimigos (que, de um “aparente nada”, surgem em nossas estradas); vibrar positivamente pelos que nos decepcionam/decepcionaram profundamente, ou, até mesmo, prestar-lhes caridoso socorro (quando, por exemplo, em situações de infortúnio – material ou espiritual – ou de desgraça real) é, de nós e para nós cristãos, um dever moral. Abrir-se desprotegidos para eles, não. Abrir, mais uma ou algumas vezes, as portas para quem nos decepcionou ou para quem anela o nosso pior (explícita ou disfarçadamente) é conduta não só invigilante, como equivocada e quase insana do cristão.Afastarmo-nos, portanto, de tais pessoas (que, muitas vezes, para nos sentirmos culpados ou nos apiedarmos a vida toda delas, fazem-se de “coitadinhas”, frágeis ou indefesas, mas disto não têm NADA) é postura sábia, sensata, madura e extremamente necessária. Mais do que isto: é uma caridade urgente para conosco próprios ou uma ação de premente auto-estima. Continuar lendo…