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Empresário que vende armas e munições é preso de sonegar R$ 14 milhões em impostos na BahiaFoto: Polícia Civil</span>
Um empresário foi preso nesta terça-feira (2), na cidade de Feira de Santana, a 100 km de Salvador, durante a “Operação Fogo Cruzado”, que investiga a sonegação de mais de R$ 14 milhões em impostos aos cofres estaduais por empresários do setor de comércio varejista de armas e munição.
Segundo a Polícia Civil, também foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas cidades de Salvador, Feira de Santana, Irecê, Jussara e Coração de Maria. O empresário preso foi apontado como chefe do grupo criminoso. Ele não teve o nome revelado.
Segundo a apuração, o grupo deixava de recolher Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) declarado aos cofres públicos no prazo legal e de forma continuada e se valia de diversas manobras para sonegar o tributo, a exemplo da sucessão empresarial fraudulenta e interposição fictícia de sócios e administradores.
As investigações da Inspetoria Fazendária de Investigação e Pesquisa (Infip), do Ministério Público da Bahia (MP-BA) e da Polícia Civil, identificaram a constituição fraudulenta de empresas vinculadas entre si, mediante “laranjas”, com a intenção de esconder o real proprietário e adiar o pagamento do imposto devido (ICMS) por tempo indeterminado, sem qualquer intenção de saldá-lo.
A força-tarefa investiga, ainda, a associação criminosa e estruturação de um esquema de lavagem de dinheiro da atividade ilícita através do comércio de joias, como atividade correlata a atividade delitiva.
Intensificação de ações
A Polícia Civil informou que uma força-tarefa intensificou as ações para combater fraudes tributárias e a prática de declarar o débito de ICMS e não repassar o imposto à Fazenda, de forma contumaz, o que configura crime contra a ordem tributária, e que muitas vezes serve apenas para dissimular fraudes ainda mais graves.
De acordo com a polícia, estas práticas criminosas causam graves danos à coletividade, especialmente considerando que o imposto foi efetivamente pago pelos consumidores e não repassado aos cofres públicos, resultando em perda de receitas necessárias às políticas públicas e serviços públicos essenciais para a população.
A força-tarefa de combate à sonegação fiscal é composta pelo Grupo Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf) do MPBa, Inspetoria Fazendária de Inteligência e Pesquisa (Infip) da Sefaz e pelo Núcleo Especializado no combate aos Crimes Econômicos e contra a Ordem Tributária (Necot/Draco), da Polícia Civil da Bahia.
Santaluz, na região sisaleira da Bahia, alcançou nesta segunda-feira (1º) a marca de 103 dias consecutivos sem registrar homicídios ou crimes violentos letais intencionais. O dado é acompanhado de outro resultado expressivo: a Delegacia Territorial do município concluiu 114 inquéritos policiais entre os dias 14 de setembro e 1º de dezembro de 2025, um aumento de 660% em relação ao mesmo período do ano anterior.
De acordo com a Polícia Civil, o último homicídio ocorrido em Santaluz foi registrado no dia 20 de agosto deste ano. A investigação já foi concluída e a autoria identificada.
O inquérito é uma investigação formal conduzida pela Polícia Civil com o objetivo de apurar a autoria e as circunstâncias de um crime. Durante o processo, são coletadas provas, ouvidas testemunhas e produzidos elementos que, ao final, são encaminhados ao Ministério Público e à Justiça para possível abertura de processo criminal.
Para o delegado James Feitosa, os números positivos refletem o trabalho integrado entre as forças de segurança que atuam na cidade, como a Polícia Militar, a Polícia Técnica e a Guarda Civil Municipal. “A atuação conjunta entre os órgãos tem sido apontada como fundamental para a redução da violência e o avanço nas investigações”, afirmou.
O delegado destacou ainda que “os resultados demonstram o compromisso com a segurança da população e a prestação de um serviço público eficiente e ágil”.
Notícias de Santaluz em pareceria com Djota Radialista
O presidente Lula em pronunciamento sobre a nova faixa de isenção do Imposto de RendaFoto: Ricardo Stuckert/PR</span>
O pronunciamento do presidente Lula no domingo (30) sobre a isenção do Imposto de Renda trouxe de forma antecipada o tom da campanha da reeleição no ano que vem.
Justiça tributária, crescimento econômico, desemprego baixo, a inflação mais baixa dos últimos anos, Bolsa Família repaginado, Pé de Meia e Mais Especialistas. Tudo calibrado para melhorar a imagem de Lula desde já, e vitaminar sua candidatura em 2026.
A título de informar a população sobre a entrada em vigor, no próximo ano, da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil – uma promessa de campanha de 2022 – o presidente Lula fez um balanço dos pontos positivos de sua administração até este momento.
Tratou de insistir na mensagem de que seu governo defende os mais pobres e trabalhadores de renda baixa e média, cobrando uma contribuição maior dos brasileiros de renda elevada que ou não pagam ou pagam muito pouco de IR.
Lula conta com o início da queda da taxa de juros no próximo ano, hoje em 15%, um patamar muito elevado, para incluir essa boa notícia também nos feitos de sua administração.
O ponto fraco do governo segue segundo a segurança pública, terreno onde a direita nada de braçada e o presidente Lula dá declarações equivocadas, e sofre desgaste perante à população.
O presidente pretende ainda incorporar a defesa de duas outras medidas populares em seu discurso ao longo do ano.
O fim da escala de trabalho 6 x 1, defendendo cinco dias de trabalho e dois de folga. E a isenção de Imposto de Renda para os trabalhadores que ganham participação nos lucros e resultados de suas empresas. Bandeiras encampadas pelos sindicalistas e de forte apelo popular.
Dois socorristas da Brigada Voluntária Anjos Jacuipenses, em Riachão do Jacuípe, no interior da Bahia, foram assaltados durante o trabalho na tarde de sexta-feira (28). O caso ocorreu por volta das 17h30, na região da Barragem da Laranjeira, na zona rural do município. Três aparelhos celulares foram levados pelos suspeitos.
As vítimas caminhavam pelo local quando foram surpreendidas por dois homens em uma motocicleta. Eles anunciaram o assalto e levaram os aparelhos.
Em nota, a instituição lamentou o ocorrido e informou que, dos três celulares levados, um era utilizado para receber chamadas de emergência.
Ainda segundo a brigada, o número para que a população possa acionar o serviço foi recuperado.
O caso é investigado pela Delegacia Territorial (DT) de Riachão do Jacuípe. Segundo a Polícia Civil, diligências estão sendo realizadas para localizar os aparelhos e identificar os suspeitos.
Homem invade recinto e é morto por leoa em zoológico de João PessoaFoto: Reprodução</span>
Um homem morreu no domingo (30) depois de ser atacado por uma leoa ao entrar em uma jaula no Parque Arruda Câmara, conhecido como Bica, em João Pessoa. A informação foi confirmada pelo parque à TV Cabo Branco.
A Prefeitura de João Pessoa informou, em nota, que o homem escalou rapidamente uma parede de mais de 6 metros, passou pelas grades de segurança, usou uma árvore como apoio e entrou no recinto da leoa.
Vídeos feitos por visitantes mostram o homem subindo por uma estrutura lateral da jaula. Depois, ele usa a árvore como apoio para entrar no espaço. Logo em seguida, é atacado pela leoa.
A Polícia Militar e o Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC) foram acionados e estiveram no local.
O homem que entrou na jaula foi identificado como Gerson de Melo Machado, de 19 anos. De acordo com a TV Cabo Branco, ele tinha transtornos mentais.
O zoológico foi fechado após o ataque e as visitas estão suspensas. Ainda não há previsão para reabertura. No momento em que o homem entrou na jaula, o parque estava aberto e recebia visitantes.
A prefeitura disse que já começou a apurar as circunstâncias do caso, manifestou solidariedade à família da vítima e afirmou que o espaço segue normas técnicas e de segurança.
O Banco Central (BC) informou nesta segunda-feira (1º) que o PIX bateu recorde ao registrar 297,4 milhões de transações financeiras em um único dia — a última sexta-feira (28).
Segundo o BC, essas operações em PIX movimentaram R$ 166,2 bilhões.
Nesta sexta, data do recorde, os brasileiros também foram às compras em função da Black Friday. Mesma ocasião em que terminou o prazo para os empregadores pagarem a primeira parcela do 13º salário.
O recorde anterior havia sido registrado em 5 de setembro, quando foram registradas 290 milhões de transações.
“O resultado é mais uma demonstração da importância do PIX como infraestrutura digital pública, para o funcionamento da economia nacional”, avaliou o Banco Central.
O PIX, sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central do Brasil (BC), completou cinco anos em novembro.
Nesse período, a ferramenta — que reúne cerca de 890 milhões de chaves cadastradas e já faz parte da rotina de mais de 170 milhões de brasileiros — conseguiu aumentar o acesso ao sistema financeiro e estimular a concorrência entre instituições, alcançando a marca de R$ 85,5 trilhões em recursos movimentados entre 16 de novembro de 2020 até 30 de setembro de 2025.
Entraram em vigor no mês passado novas regras do Banco Central (BC) que aprimoram o mecanismo de segurança do PIX e ampliam as possibilidades de devolução de valores a vítimas de fraudes, golpes ou coerção.
Antes, a devolução só podia ser feita a partir da conta usada na fraude. No entanto, os golpistas costumam sacar ou transferir rapidamente o dinheiro para outras contas, perdendo a possibilidade de rastreio.
Especialistas alertam contra o uso sem supervisão para resultados rápidos.Foto: GETTY IMAGES via BBC</span>
A advogada carioca Gabriela, de 40 anos, conta que “tentou de tudo” para perder os quilos extras que ganhou durante a pandemia de covid-19 — incluindo fazer dietas rigorosas e manter treinos intensos na academia, seis dias por semana.
Mas “nada funcionou”, diz ela, que preferiu não ter seu nome real usado nesta reportagem.
Foi então que suas amigas lhe revelaram que estavam usando as chamadas “canetas emagrecedoras” e amaram os resultados.
Apesar de sua aparência atlética, Gabriela, que mede 1,69 m de altura e pesava 76 kg, decidiu seguir o mesmo caminho.
Em fevereiro de 2024, comprou suas primeiras canetas de Ozempic em uma farmácia no Rio de Janeiro — sem receita médica e fora dos critérios clínicos para prescrição — e começou a usá-las por conta própria, sem supervisão médica.
Os resultados foram quase imediatos. “Foi surreal. Eu ia a um buffet japonês, comia seis pedaços de sushi e me sentia como se tivesse devorado uma costela inteira.”
Ela continua a usar o medicamento de forma intermitente até hoje. “Quando me olho no espelho e gosto do que vejo, tudo na vida parece mais fácil”, acrescenta.
Mas médicos e entidades de saúde alertam que o uso de canetas emagrecedoras sem indicação médica e sem supervisão pode ser perigoso, chegando a causar a morte.
Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), esses medicamentos só podem ser vendidos com receita médica e devem ser usados exclusivamente por pessoas que atendam às indicações médicas aprovadas, geralmente pacientes com obesidade ou diabetes tipo 2.
Nesta quinta-feira (27), a Polícia Federal deflagrou uma operação contra uma quadrilha que fabricava e vendia ilegalmente a tirzepatida, príncipio ativo das canetas de Mounjaro, que tem efeito semelhante às de Ozempic.
Entre os alvos de busca e apreensão estava o médico Gabriel Almeida, que tem um consultório no bairro Jardim Europa, área nobre de São Paulo.
Ele é suspeito de intermediar médicos para receitar o produto, atrair pacientes, além de usar as redes sociais — onde ele acumula mais de 750 mil seguidores — para vender o produto e o tratamento para emagrecimento como se fosse uma atividade legalizada.
A defesa de Gabriel Almeida negou o envolvimento dele na fabricação, manipulação e venda do medicamento e disse que a relação dele com a substância tirzepatida é “estritamente científica e acadêmica”.
Também afirmou que o médico não faz propaganda de produtos ilegais, mas “promove o debate técnico sobre diferenças, vantagens e desvantagens entre a medicação de referência e as possibilidades da medicina personalizada (manipulados)”.
‘Um pouco inchado’
As canetas emagrecedoras estão mudando completamente a forma de tratar a obesidade e outras condições relacionadas ao peso.
Conhecidas por marcas como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, esses medicamentos injetáveis imitam um hormônio liberado após a alimentação, chamado GLP-1, que ajuda a controlar o apetite e prolonga a sensação de saciedade. O Mounjaro ainda atua em outro hormônio, o GIP.
Embora cada país tenha suas regras, normalmente esses medicamentos são indicados para adultos obesos — com IMC acima de 30 — ou para quem tem IMC entre 27 e 30 e alguma condição relacionada ao peso, como diabetes, hipertensão ou problemas cardíacos.
Mas cada vez mais, essas canetas estão sendo usadas simplesmente para perder alguns quilos extras, mesmo quando não há necessidade médica.
Com IMC de 26,6 ao começar o tratamento, Gabriela estava na faixa de leve sobrepeso.
Mas o índice não distingue massa muscular de gordura, e pessoas atléticas como ela podem ser classificadas como acima do peso mesmo estando saudáveis.
Na época, Gabriela estava abaixo do limite recomendado para prescrição e não possuía nenhuma condição clínica que justificasse o uso do medicamento.
Em junho deste ano, o Brasil ampliou os critérios para a prescrição de medicamentos para perda de peso, permitindo seu uso também em pacientes com IMC abaixo de 30, desde que passem por avaliação clínica prévia.
As novas diretrizes — divulgadas pela Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso) em parceria com 15 sociedades médicas — também passaram a considerar medidas como circunferência da cintura e relação cintura/altura.
“Estes são medicamentos aprovados para tratar condições como diabetes ou obesidade — eles não são ferramentas cosméticas”, explica a médica endocrinologista Simone van de Sande Lee, diretora do Departamento de Obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Segundo Lee, familiares, amigos e até médicos frequentemente lhe perguntam onde conseguir o medicamento.
Bharti Shetye, vice-presidente da Associação de Medicina da Obesidade, nos Estados Unidos, trabalha em diversos países e afirma ouvir relatos de “tantos casos de pessoas usando somente por estética”.
No TikTok e no Instagram, é possível encontrar centenas de fotos e vídeos de pessoas antes e depois do tratamento, e celebridades têm se aberto cada vez mais sobre o uso das canetas emagrecedoras.
Em agosto, a tenista americana Serena Williams falou publicamente sobre seu uso.
A atriz e cantora britânica Kelly Osbourne, que também usou essas canetas, explicou sua motivação em uma entrevista em 2024. “Existem milhões de maneiras de perder peso. Por que não fazer isso através de algo que não seja tão chato quanto se exercitar?”
Andrew, executivo britânico de 49 anos, recorreu às canetas emagrecedoras por descontentamento com a aparência.
“Me sentia um pouco inchado… Não me sentia bem comigo mesmo. Voltei do recesso de Natal e pensei ‘vou resolver isso de algum jeito’.”
Na época, Andrew, que tem 1,83 m de altura, pesava cerca de 90 kg. Assim como Gabriela, ia à academia com regularidade. Seu IMC era de 26,9 — abaixo do limite para prescrição no Reino Unido.
Mesmo assim, ele obteve as canetas por meio de uma farmácia online, preenchendo somente uma autoavaliação. Ninguém checou se as informações eram corretas ou se o tratamento era apropriado.
No início de 2024, começou a aplicar semanalmente Wegovy e depois Mounjaro, e perdeu peso rapidamente. Assim como Gabriela, pediu para não ter seu nome verdadeiro divulgado.
“Quase imediatamente, o que senti foi que aquela vontade de comer desapareceu… Passei a não pensar tanto em comida.”
Acostumado a dar festas luxuosas em sua cobertura em Londres, ele ainda frequenta restaurantes, mas passou a comer muito menos.
“Nunca sinto, ou sinto muito raramente, aquela vontade louca de comer que costumava sentir.”
Efeitos colaterais
Apesar de Gabriela e Andrew relatarem experiências positivas, especialistas alertam que todos os medicamentos envolvem riscos, e ainda existem muitas incógnitas sobre o uso das canetas emagrecedoras.
Versões anteriores dos medicamentos GLP‑1 já eram usadas no início dos anos 2000 para tratar diabetes tipo 2, mas só nos últimos quatro anos ganharam ampla popularidade, quando agências reguladoras ao redor do mundo passaram a aprová‑las também para perda de peso.
“Simplesmente não sabemos os efeitos em pessoas que usam esses medicamentos somente por motivos estéticos”, afirma Simon Cork, professor de fisiologia na Anglia Ruskin University, no Reino Unido. Ele alerta que, como quase tudo que se conhece sobre esses medicamentos se baseia em uso contínuo com supervisão médica, o uso intermitente dificulta avaliar seus efeitos a longo prazo.
Bruno Halpern, endocrinologista e presidente eleito da Federação Mundial de Obesidade, disse que pesquisas sugerem que os medicamentos são “relativamente seguros” para pessoas com obesidade ou diabetes.
“Mas, se milhões de pessoas saudáveis começarem a usá-los — algumas sem necessidade médica —, poderemos começar a ver efeitos colaterais raros com mais frequência”, argumenta. Efeitos colaterais comuns desses medicamentos incluem náusea, vômito, diarreia e constipação.
Entre os efeitos mais raros e graves estão a gastroparesia, em que o estômago desacelera ou para de funcionar, e uma condição ocular rara que pode causar perda de visão.
Recentemente, uma mulher de 31 anos, da Paraíba, morreu após usar o medicamento por conta própria. Segundo o médico legista, ela apresentou uma queda acentuada da glicemia, perdeu a consciência e sofreu broncoaspiração, o que levou à sua morte.
De acordo com o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), o caso “reforça a importância de evitar a automedicação e de buscar sempre orientação profissional”.
“O uso indevido das chamadas ‘canetas emagrecedoras’ pode causar eventos graves e até fatais quando realizado sem prescrição e acompanhamento médico”, informou a entidade em nota.
Gabriela diz que, até agora, seu único problema foi uma dor leve no estômago, que ela atribui à combinação de jejum e consumo de álcool enquanto usava as canetas.
“Eu estava passando por uma fase meio louca”, admite.
‘Fingindo estar acima do peso’
Um dos problemas é garantir que as canetas emagrecedoras sejam usadas apenas por quem tem receita médica.
No Reino Unido, a venda é restrita a pacientes com receita, mas médicos e entrevistados pela BBC relatam que algumas farmácias online fazem apenas verificações mínimas.
“Você poderia facilmente ser um adolescente de 16 anos com transtorno alimentar fingindo ser um paciente obeso de 35 anos e conseguir uma receita”, alerta Cork. “Isso é extremamente perigoso.”
Em março de 2025, cerca de 1,5 milhão de pessoas no Reino Unido estavam usando canetas emagrecedoras, e 95% das compras eram feitas online, segundo a empresa de inteligência de mercado IQVIA.
No início do ano, o Conselho Geral de Farmácia do Reino Unido endureceu as regras sobre como farmácias online podem vender e prescrever os medicamentos, devido a preocupações com uso indevido, segurança e falta de oferta.
No Brasil, também neste ano, as regras para prescrição desses remédios ficaram mais rígidas por motivos semelhantes.
Em abril, a Anvisa tornou obrigatória a retenção da receita médica para a venda de canetas emagrecedoras, e as regras passaram a valer a partir de junho. Também proibiu a manipulação da semaglutida, presente em medicamentos como Ozempic e Wegovy.
Piora na composição corporal
Outro problema é que as canetas emagrecedoras podem levar à perda de massa muscular, não apenas gordura, especialmente em pessoas mais magras, alerta Halpern.
“Indivíduos magros em dietas restritivas costumam perder mais músculo do que gordura. Se depois recuperarem o peso, a composição corporal piora. Esse ciclo de perder e ganhar peso, o efeito sanfona, aumenta o risco de ganho de peso a longo prazo”, diz ele.
As canetas são aplicadas semanalmente no braço, na coxa ou no abdômen, com doses gradualmente aumentadas.
Mas Gabriela e Andrew relatam que usam o medicamento de forma intermitente: ela às vezes interrompe antes de festas para poder comer mais; ele faz ciclos antes das férias e depois pausa por alguns meses, retomando depois.
Há também riscos psicológicos. Halpern observa que muitos pacientes acreditam que perder peso os tornará automaticamente felizes ou aceitos — expectativas raramente realistas. Quando interrompem o uso e o peso retorna, frequentemente se sentem fracassados.
O corpo também apresenta resistência à perda de peso a longo prazo, explica Cork.
“Quando você perde peso, o corpo não diz simplesmente: ‘Ótimo, acabou’. Os hormônios da fome aumentam, o metabolismo desacelera e o organismo tenta restaurar seu ponto de equilíbrio.”
Segundo ele, assim que os pacientes param de usar as canetas, que suprimem os sinais de fome, o corpo retoma sua luta para recuperar o peso perdido.
Por isso, acrescenta, as canetas são indicadas para uso contínuo, ao longo da vida, em pacientes que realmente precisam.
Apesar dos riscos, Gabriela e Andrew dizem não ter planos de parar.
“Acho que fiquei viciada nisso”, admite Gabriela. Andrew encara a droga como um compromisso de longo prazo com sua aparência.
“Se eu acabar intercalando o uso pelo resto da minha vida, acho que tudo bem. Provavelmente também vou ter que fazer botox para sempre… isso é apenas parte do custo de vida.”
Posto de saúde ao lado do hospital municipal de Santaluz, onde pais relatam dificuldade para vacinar recém-nascidaFoto: Notícias de Santaluz</span>
Um casal de Santaluz, na região sisaleira da Bahia, procurou a reportagem para relatar a dificuldade em conseguir vacinar a filha recém-nascida na rede municipal de saúde. Segundo os pais, a bebê, nascida no dia 13 de novembro, ainda não recebeu as primeiras doses obrigatórias, mesmo após várias tentativas de atendimento no posto de saúde.
De acordo com a mãe, a família levou a criança pela primeira vez ao posto na segunda-feira (17), quando foi informada de que a vacinação de recém-nascidos só acontece às sextas-feiras. Orientados a retornar na sexta (21), os pais encontraram a unidade fechada, devido ao feriado da Consciência Negra, que teria sido prolongado.
Na segunda-feira seguinte (24), o casal voltou ao local, mas recebeu a informação de que não havia doses disponíveis. A equipe teria orientado a retornar na sexta-feira (28), data em que, segundo os pais, novamente não havia vacinas. “Disseram pra gente que só teria na segunda-feira, 1º de dezembro. Mas antes falaram que na segunda não aplicavam vacina. Agora já voltaram atrás e disseram que vai ter. São três semanas tentando aplicar as vacinas na nossa filha”, desabafou a mãe.
O casal afirma que está preocupado com o atraso na imunização da criança, especialmente por se tratar das primeiras vacinas, que são recomendadas ainda nos primeiros dias de vida. Eles cobram mais organização por parte da Secretaria de Saúde do município e reforçam que outros pais podem estar enfrentando a mesma dificuldade.
Até o momento da publicação desta matéria, a Prefeitura de Santaluz não havia se pronunciado oficialmente sobre o caso.
Um homem de 25 anos foi preso nesta quinta-feira (27) em Santaluz, na região sisaleira da Bahia, durante uma ação conjunta das polícias Civil, Militar e da Guarda Civil Municipal. Contra ele, havia mandados de busca e apreensão domiciliar e de prisão preventiva por violência doméstica contra uma mulher.
De acordo com a Polícia Civil, o suspeito já havia sido preso em 2022 pelo mesmo tipo de crime contra a mesma vítima. Ele também responde a inquéritos por violência doméstica e é acusado de descumprir medidas protetivas que estavam em vigor.
A Justiça destacou, no mandado, a reiteração criminosa e a ineficácia das medidas cautelares diversas da prisão como fundamentos para a decretação da prisão preventiva.
Durante a ação, uma motocicleta sem placa foi apreendida na residência do suspeito. Após o cumprimento do mandado, ele foi encaminhado à Delegacia de Polícia de Santaluz, e permaneceu custodiado, à disposição da Justiça.
O fornecimento de combustível para veículos da Prefeitura de Santaluz, na região sisaleira da Bahia, foi suspenso por um posto contratado devido à falta de pagamento. A informação foi confirmada por uma fonte que preferiu não se identificar.
Segundo a fonte, apenas os abastecimentos considerados essenciais continuam sendo realizados, como os destinados a veículos utilizados no transporte de pacientes em tratamento de hemodiálise e em atendimentos de urgência e emergência na área da saúde.
Demais serviços, incluindo os de outras secretarias municipais, foram temporariamente suspensos até que a situação seja regularizada.
A medida afeta diretamente a rotina de veículos oficiais que dependem do abastecimento para a continuidade das atividades públicas. Até a publicação desta matéria, a Prefeitura de Santaluz ainda não havia se manifestado oficialmente sobre o caso.