bolsa_fam3-850x566

Levantamento feito pelo Ministério Público Federal foi divulgado nesta sexta-feira | Foto: Camila Domingues/Palácio Piratini

Dos mais de 694 milhões pagos a beneficiários do programa Bolsa Família nos municípios que compõem o Território de Identidade do Sisal, localizado na região nordeste da Bahia, entre 2013 e maio de 2016, mais de R$ 28 milhões podem ter sido repassados a 7.202 pessoas avaliadas como suspeitas. Os dados são de um levantamento realizado pelo Ministério Público Federal (MPF) em todo o país e divulgado nesta sexta-feira (11).

O MPF informou que o levantamento usou dados cruzados fornecidos pelo próprio governo federal, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pela Receita Federal e pelos Tribunais de Contas estaduais e municipais, na maior mobilização de instituições para fiscalizar o programa.

Segundo o ‘Raio-X Bolsa Família’, mais de 870 mil beneficiários do programa Bolsa Família em todo o país são suspeitos de não cumprir os requisitos econômicos estabelecidos pelo governo federal para recebimento do benefício. Esses perfis foram divididos em cinco categorias: empresários, servidores públicos (clã de até quatro pessoas), falecidos, doadores de campanha e servidores públicos doadores de campanha.

bolsa_fam4-850x566

Foto: Alina Souza/Especial Palácio Piratini

Apenas 31 cidades não apresentaram indícios de pagamento suspeito. A Bahia foi o estado que repassou mais recursos para perfis suspeitos. O resultado aponta que R$ 536.716.597,00 foram dirigidos de forma supostamente irregular a 141.481 beneficiários que devem ter seu cadastro revisado.

Na região sisaleira, Serrinha foi o município que teve mais perfis suspeitos identificados: foram detectadas 683 pessoas consideradas suspeitas de receber o benefício de forma irregular, o que representa 3,66% dos beneficiários cadastrados. O município com maior incidência percentual de perfis suspeitos foi Valente, com 8,88% de recursos do programa pagos a 514 perfis suspeitos.

Dos demais municípios do território do sisal, Araci teve 630 pessoas consideradas suspeitas de receberem o Bolsa Família de forma irregular, o que representa 3,52% dos beneficiários cadastrados; Barrocas 204 (4,37%); Biritinga 233 (3,75%); Candeal 118 (3,96%); Cansanção 651 (5,76%); Conceição do Coité 650 (4,17%); Ichu 83 (5%); Itiúba 291 (2,69%); Lamarão 57 (2,04%); Monte Santo 576 (3,61%); Nordestina 68 (1,49%); Queimadas 349 (4,04%); Quijingue 437 (5,12%); Retirolândia 285 (7,21%); Santaluz 322 (3,20%); São Domingos 143 (6,24%); Teofilândia 270 (4,03%) e Tucano 638 (3,86%).

Redação Notícias de Santaluz