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Enézio de Deus, natural de Retirolândia, é advogado, escritor, Mestre e Doutorando em Direito das Famílias pela UCSAL. Contato: [email protected]

Crer, na perspectiva da transcendência ou da espiritualização do ser – independente da religião ou da doutrina professada e desde que sem fanatismos – é extremamente significativo e relevante em nossos dias. Ou seja: é muito para quem crê. Explico:

Na correria desenfreada, meio à qual parcela considerável da população se esforça prioritariamente para acumular ou multiplicar bens materiais, as pessoas que lidam com a matéria sem apego – conscientes da sua fugacidade – apresentam muito mais chances de vivenciarem paz interior e felicidade perenes; ainda que os momentos de alegria do cotidiano sejam naturalmente passageiros.

É lógico que o grau mínimo desejável de estabilidade ou conforto material (que proporcione dignidade) possui limites variáveis de indivíduo para indivíduo. Mas uma simples análise do dia-a-dia nos apresenta seres humanos mais preocupados com os bens físicos da vida do que com os seus valores morais ou éticos imortais: esses, os únicos patrimônios verdadeiramente inalienáveis e capazes de torná-los indivíduos melhores. E isto se reflete como filtro até, por exemplo, nas suas escolhas de vida amorosa ou no desenvolvimento de possíveis amizades, quando priorizam o agregar materialmente ou o aumento da sua influência social como os primeiros requisitos necessários que devem permear os seus contatos. Daí, a rota relacional já começa tortuosa, viciada e tendente a muitas decepções, porque pessoas fartas materialmente ou influentes (em qualquer esfera) nunca foram, não são e jamais serão sinônimos de integridade ou de incorruptibilidade de caráter, embora haja muitas exceções.

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