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Foto: Divulgação/GOVBA

Alimento rico em propriedades medicinais, o mel é um produto proveniente da criação das abelhas africanizadas (apicultura) e das sem ferrão (meliponicultura), culturas agrícolas que vêm se firmando na Bahia, onde a atividade é desenvolvida por agricultores familiares. O estado é o terceiro maior produtor de mel de abelhas africanizadas do Nordeste, com uma produção anual de mais de 600 mil toneladas. De acordo com levantamento da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), vinculada à Secretaria da Agricultura (Seagri), este número é resultado do trabalho de oito mil agricultores familiares baianos que vivem da criação e manejo desse tipo de abelhas. A meta do órgão é formar, até o próximo ano, 11 mil famílias rurais na apicultura. 

Os municípios de Alagoinhas, Itaberaba, Itabuna, Irecê, Jequié, Juazeiro, Jacobina, Teixeira de Freitas, Ribeira do Pombal e Jequié são destaque na produção do mel. Outra referência é a Comunidade de Boa Vista, no município de Santa Bárbara, responsável pela produção de 2.450 litros de mel, a cada três meses. “Já cheguei a colher 300 litros de mel em dois meses”, afirma o apicultor Juracir Fisnando, que mantém 350 colmeias junto com 40 famílias da comunidade. Segundo a farmacêutica e pesquisadora da EBDA, Alvanice Lins, a empresa oferece aos apicultores e meliponicultores os serviços de análises físico-químicas de méis, pólen, própolis e extrato de própolis, por meio do Laboratório de Abelhas (Labe), localizado em Salvador. 

Redação Notícias de Santaluz