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Foto: Nilson Bastian / Câmara dos Deputados

O presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), defendeu, em entrevista coletiva concedida nesta terça-feira (21), estar sendo tratado com seletividade pela Câmara dos Deputados, pela Justiça e pela imprensa. Ele diz sofrer “sequelas” por ter cumprido seu papel como presidente da Casa em relação ao afastamento da presidente Dilma Rousseff. “Não sou nem herói nem vilão no processo de impeachment, apenas cumpri meu dever como presidente da Câmara”, disse ele, que disse estar pagando o preço “que sabia que iria ocorrer”. Ele ainda afirmou que está com a “consciência tranquila de livrar o Brasil da Dilma e do PT”, o que será uma honra a ser atribuída a ele. Cunha também anunciou que apresentará recurso nesta quinta-feira (23) à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) questionando a posição do seu substituto, Waldir Maranhão (PP-MA), que retirou do colegiado uma consulta que poderia auxiliá-lo a reverter o seu pedido de cassação aprovado pelo Conselho de Ética. Ele sinalizou que também pode recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF), caso necessário.

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