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Foto: Lula Marques/ Agência PT

O presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ficava com 80% da propina paga em um suposto esquema para liberação de recursos do Fundo de Investimentos do FGTS (FI-FGTS), administrado pela Caixa Econômica Federal. Segundo o G1, a informação foi dada por Fábio Cleto, ex-dirigente da Caixa, um dos delatores da Lava Jato, em depoimento ao Ministério Público Federal (MPF). A declaração consta no documento que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) no qual pediu a prisão do doleiro Lúcio Funaro, preso nesta sexta-feira (1º) na Operação Sépsis, 31ª fase da Lava Jato. Ele é acusado por delatores da operação e pela PGR de operar propina no esquema que seria ligado a Cunha. Na delação, Cleto disse que a propina era o equivalente a 1% do valor dos contratos com o FI-FGTS. Deste percentual, 80% seria repassado a Cunha; 12% ia para as mãos de Funaro; 4% era embolsado por ele próprio, enquanto outros 4% eram repassados ao empresário Alexandre Margotto. Ainda segundo Fábio Cleto, as empresas de Margotto eram usadas por Funaro para movimentar os valores. Em nota, Cunha negou ter cometido irregularidades. “Desconheço a delação, desminto os fatos divulgados, não recebi qualquer vantagem indevida, desafio a provar e, se ele cometeu qualquer irregularidade, que responda por ela”, afirmou o presidente afastado da Câmara.