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Dra. Ceuci Nunes, diretora do Hospital Couto Maia | Foto: Alberto Coutinho/GOVBA

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) informou que um grupo de trabalho está atuando desde o início do ano para o enfrentamento à epidemia das doenças dengue, chikungunya e zika, todas transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti. As três podem gerar complicações e causar a Síndrome de Guillain-Barré, doença que provoca a paralisia inicialmente dos membros inferiores, pernas e pés. De acordo com a diretora do Hospital Couto Maia, Ceuci Nunes, das três doenças, a considerada mais grave é a dengue, que, na sua fase aguda, pode levar à morte e se caracteriza pela prostração e febre alta. “Depois vem a chikungunya, que tem sintomas parecidos com a dengue, mas embora seja mais leve, pode deixar dores nas articulações por até dois anos. Agora temos o zika vírus, que apresenta como maior sintoma a lesão de pele e coceira. Temos visto que depois de identificada essa doença do zika vírus, foi registrado também aumento nos registros da Síndrome de Guillain-Barré, e a literatura médica já mostrava essa possibilidade”. De acordo com a Sesab, o Estado destinou 36 leitos para receber exclusivamente pacientes vítimas da síndrome, que, até esta segunda-feira (13), contabiliza 76 casos suspeitos. Do total, 42 foram confirmados. Ainda de acordo com Ceuci Nunes, menos de 1% das pessoas que tiveram zika vírus vai desenvolver a Síndrome de Guillain-Barré. “Os primeiros sintomas da síndrome são a fraqueza e a dormência começando pelos membros inferiores, e, nestes primeiros indícios, a pessoa deve procurar logo um serviço médico”. Segundo ela, os primeiros sintomas da síndrome aparecem de sete até 30 dias após a infecção do zika vírus. 

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Única forma de se evitar as três doenças é acabar com os focos do mosquito Aedes Aegypti | Foto: Carol Garcia / AGECOM

Prevenção – De acordo com informações da Sesab, a única forma de se evitar as três doenças, até o momento, é acabar com os focos do mosquito Aedes Aegypti. Para isso, é necessário que a população tome cuidado para não deixar caixas de água sem tampa nem água parada em baldes, vasilhas descartadas, vasos de plantas ou mesmo em recipientes menores, como tampinhas de garrafa ou cascas de ovos, locais próprios para a reprodução do mosquito. O uso de repelente também é recomendado, lembrando-se que o Aedes Aegypti vive em ambiente doméstico. Proteger os pés, tornozelos e pernas também é importante, já que o mosquito voa baixo, atacando geralmente no início da manhã e no final da tarde. 

Este ano, até o dia 5 de julho, foram notificados 45.538 casos de dengue na Bahia, com oito mortes confirmadas. Isso representa aumento de 162,72% das notificações em relação ao mesmo período de 2014, quando foram notificados 17.333 casos. Também até a mesma data, a Sesab notificou 8.906 casos da febre chikungunya. Da doença que está sendo identificada como zika, foram 32.873 notificações este ano.

Redação Notícias de Santaluz