Os Estados Unidos estão a poucas horas de despencar no abismo fiscal, ameaçando levar junto a economia mundial

Não é provável, mas é possível. Se o Congresso dos Estados Unidos não entrar num acordo até a meia-noite desta quarta-feira (16), o dia 17 de outubro de 2013 ficará marcado na história como aquele em que o então maior império econômico de todos os tempos pulou no abismo fiscal, dando calote sem precedentes no mercado financeiro.

Entenda

Todo governo faz dívidas para se financiar – todo, sem exceção. E essa dívida é contraída com a venda dos chamados “títulos de dívida”. É com venda desses papéis que são bancadas, por exemplo, aposentadorias. Na prática, funciona como um empréstimo. Um país toma dinheiro emprestado e o emprestador consegue seu dinheiro de volta com os juros incidentes após determinado período.

No caso americano, é o Congresso quem decide quanto de empréstimo pode ser tomado pelo governo. Ou seja, são deputados e senadores republicanos e democratas, em eterno pé de guerra, quem dão a palavra final sobre quanto de dívida o governo pode fazer. Esse limite está hoje em US$ 16,7 trilhões.

Nesta quinta-feira (17), esse teto será atingido. A partir de então, caso não haja acerto entre republicanos e democratas, o governo não poderá mais tomar “empréstimos”. Faltará dinheiro tanto para tocar o barco interno do país como para pagar seus credores externos, detentores dos títulos de dívida. Um caos apocalíptico! (Estadão)