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Foto: Heuler Andrey / Estado de Minas

O ex-presidente da construtora Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo, disse que pagou propina de R$ 1 milhão à chapa composta por Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB) nas eleições de 2014. O relato foi feito ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta segunda-feira (20), para o processo de cassação da chapa. O montante que entrou no caixa da campanha encabeçada pelo PT teve origem no pagamento de propina feito em março de 2014, antes do período eleitoral, ao diretório nacional do partido. De acordo com a Folha, Azevedo contou que a empreiteira doou cerca de R$ 30 milhões às campanhas petistas no ano em questão, dos quais parte era propina referente a contratos assinados pela empresa com o governo federal – incluindo o que garantiu à Andrade Gutierrez participação na construção da Usina de Belo Monte (PA). O advogado do PT, Flávio Caetano, disse que os depoimentos desta segunda corroboram “a regularidade das doações feitas à campanha de Dilma e Temer”. “Ficou reconhecido a origem legal das doações, que provieram do mesmo caixa das doações feitas [pela Andrade Gutierrez] à campanha de Aécio Neves e Aloysio Nunes [da chapa adversária]”, acrescentou.