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G1 percorre as ruas de Salvador e não tem nenhum ônibus convencional do transporte público em circulação

Salvador amanheceu com terminais rodoviários sem ônibus. A maioria dos rodoviários decidiu iniciar a paralisação nesta terça-feira (27), apesar de um acordo firmado entre o sindicato da categoria, os empresários e Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE). Algumas pessoas chegaram a esperar, mas desistiram: ” Vou ficar em casa e esperar voltar [o transporte coletivo]. Dessa forma não tem como ir trabalhar”, desabafou o operador de máquinas Luís Carlos Marques. O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou que pelo menos 70% dos ônibus deverão circular nas ruas em horários de pico, e 50% nos demais horários. Na manhã desta terça-feira, no entanto, a população não conseguiu encontrar ônibus. Presidente do sindicato dos rodoviários, Hélio Ferreira diz que apoia a greve. Ele confirmou que os trabalhadores querem 12% de reajuste, mais R$17 de ticket alimentação. Segundo ele, o sindicato está em contato com os trabalhadores que estão reunidos na estação do Aquidabã. “Estamos conversando com os trabalhadores lá. A categoria está com os trabalhadores. Se a maioria decidiu pela greve, então apoiamos”, diz.

Reunião de conciliação entre empresários e rodoviários termina sem acordo no TRT

Após a falta de acordo, o julgamento do dissídio coletivo foi marcado pra sexta-feira (30), às 8h45. O desembargador Valtércio de Oliveira ouviu as duas partes separadas, e depois as duas juntas. O maior impasse foi com relação ao ticket alimentação.

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Foto: Reprodução/Ruan Melo/G1

O tribunal chegou a propor um acordo de 9% de reajuste salarial, mais ticket de R$ 14. A proposta não teve aceitação de ambas as partes. Rodoviários pedem 12% de reajuste, mais ticket de R$ 17. Em reunião no Sinergia no início da tarde desta terça-feira, alguns rodoviários decidiram manter a paralisação até, pelo menos, sexta-feira (30), data de julgamento do dissídio. As informações são do repórter Ruan Melo, do G1.