Do Uol
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Foto: Beto Barata/ PR

O jornal norte-americano “The New York Times” noticiou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff destacando que ela “continua a ser uma raça rara no Brasil: uma líder proeminente que não foi acusada de enriquecimento ilícito”, ao contrário de muitos políticos que a expulsaram do cargo. O correspondente Simon Romero reporta ainda que o impeachment “pode não restaurar a confiança pública nos líderes do Brasil ou diminuir a corrupção que permeia a política do país”. “Pelo contrário, como muitos brasileiros notam, ele transfere o poder de um partido envolvido em escândalos para outro” nas mesmas condições, referindo-se ao PMDB de Michel Temer. “Desde que se tornou presidente interino em maio, Temer tem taxas de aprovações próximas das de Rousseff. O texto afirma ainda que vários dos homens nomeados por Temer já renunciaram por envolvimento em escândalos, incluindo o seu ministro anticorrupção e seu ministro do Planejamento, em meio a alegações de que eles estariam tentando bloquear as investigações sobre a corrupção envolvendo a Petrobras. Além disso, o jornal destaca ainda que Temer foi considerado culpado por violar os limites de financiamento de campanhas, condenação que o tornaria inelegível por oito anos.