O juiz que atua no caso do acidente de trem em Santiago de Compostela ordenou neste domingo (28) que o maquinista, Francisco José Garzón, responda em liberdade às acusações. O motorista, de 52 anos, foi ao tribunal para esclarecer as circunstâncias do acidente, que deixou 79 mortos depois que o trem descarrilou em uma curva próxima a Santiago. Apesar de ser posto em liberdade, Francisco ainda enfrenta acusações criminais após testemunhar durante duas horas diante do juiz. O condutor está detido desde logo após o acidente sob suspeita de homicídio negligente, mas tem ainda de ser formalmente acusado por um magistrado. Garzón, que foi liberado do hospital no sábado (27), mas permaneceu sob custódia da polícia, chegou ao principal tribunal de Santiago de Compostela na tarde deste domingo, em um carro da polícia com janelas escuras. O experiente piloto estava viajando mais de duas vezes acima dos 80 km por hora permitidos em uma curva em direção à cidade de Santiago de Compostela, quando o trem descarrilou e bateu em um muro na quarta-feira (24).