Virou caso de polícia. Dois dias após protagonizar uma das cenas mais polêmicas dos últimos tempos no futebol brasileiro, o massagista da Aparecidense, Romildo Fonseca, o “Esquerdinha”, afirmou nesta segunda-feira que tem recebido ameaças de morte. No último sábado, Esquerdinha evitou o terceiro gol do Tupi-MG em partida válida pelas oitavas de final da Série D. A vitória classificaria o time mineiro e eliminaria a equipe goiana, que acabou beneficiada pelo resultado de 2 a 2, com colaboração decisiva do massagista.

Após invadir o campo e interferir diretamente no andamento da partida, Esquerdinha precisou ir correndo ao vestiário para não ser agredido, já que a revolta tomou conta do Estádio Municipal de Juiz de Fora. A delegação da Aparecidense ficou presa no local por mais de três horas até ter segurança mínima para deixar o local. Segundo o massagista, várias ameaças anônimas têm sido feitas por telefone.

“Estão ligando lá em casa e ameaçando minha família. Falaram que eu não vou sair vivo dessa. Estão ameaçando meus filhos também. Minha mulher e meus filhos me ligam chorando direto, preocupados com minha vida”, afirma Esquerdinha.

Embora tenha se classificado com o empate por 2 a 2, a Aparecidense ainda tem futuro incerto na Série D. Nesta segunda-feira, em entrevista ao programa “Arena SporTV”, o presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Flávio Sveiter, revelou que o caso deve ser julgado até a próxima semana. Segundo Sveiter, a procuradoria já se manifestou no sentido de anular a partida. Neste caso, Aparecidense e Tupi-MG se enfrentariam de novo em Juiz de Fora. No jogo de ida, em Aparecida de Goiânia, o placar foi 1 a 1. (Globoesporte)