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Por France-Presse

Foto: Governo China/Divulgação

Foto: Governo China/Divulgação

A disseminação do novo coronavírus na China, a segunda maior economia do planeta, pode desacelerar ainda mais o crescimento econômico global, já enfraquecido, segundo especialistas. A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) espera um crescimento mundial de 2,9% neste ano, o menor nível desde a crise financeira de 2008-2009, pressionado pela guerra comercial entre os Estados Unidos e seus parceiros. Na semana passada, o presidente do Banco Central americano (Fed), Jerome Powell, disse que a incerteza ronda a economia mundial. Agora, vários economistas também estão preocupados com os efeitos fora da China do coronavírus, que pode desacelerar a produção e a demanda do gigante asiático. “Quanto maiores as perturbações na China, mais poderão se espalhar para o exterior”, disse Neil Shearing, economista-chefe da Capital Economics, após a decisão de empresas como a japonesa Toyota de prolongar as férias do Ano Novo Chinês. “Um freio à demanda doméstica chinesa teria claramente um impacto sobre a economia mundial, exatamente quando ela tenta se recuperar das consequências da guerra comercial no ano passado e em 2018”, disse o banco holandês ING em nota. Paralelamente, os preços do petróleo caíram 20% em um mês. “A epidemia de coronavírus pode retardar o aumento da demanda por petróleo se continuar se espalhando, causando superávits [de oferta] com o aumento da produção no Brasil, na Noruega e nos Estados Unidos”, aponta a agência de classificação de risco Fitch.