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Foto: Reprodução

Um problema na rede de distribuição deixou Feira de Santana e mais cinco cidades da região sem água. A falta de abastecimento atingiu não só as residências, mas também órgãos públicos como o Hospital Clériston Andrade. A professora Maila dos Santos, filha de um paciente que precisava fazer tratamento de hemodiálise, diz que essa foi a justificativa dada pelo hospital para que o pai dela não fizesse o procedimento que estava marcado para as 17h de quinta-feira (8). O paciente, que tinha 54 anos, morreu. “O material já estava pronto para fazer. Disseram que [não fez o procedimento] por conta da água e porque a pressão dele baixou. Isso já era para ter feito há muito tempo, então esperou, esperou e quando foi na hora dele a água faltou”, disse a filha, em entrevista pouco antes de receber a notícia que seu pai morreu. Ele estava internado na unidade de saúde desde terça-feira (6) por conta de problemas cardíacos.

O diretor do hospital, José Carlos Pitangueira, disse que a hemodiálise não foi realizada porque o paciente estava em estado grave e não podia ser submetido ao processo. Um médico nefrologista informou que a água é essencial. Segundo o profissional, em cada sessão, são usados 120 litros. Segundo a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), a falta d´água aconteceu pelo rompimento da tubulação que faz distribuição na madrugada de quinta-feira. O fornecimento foi interrompido em Feira de Santana desde então. O problema deixou sem água ainda cidades como Conceição da Feira, São Gonçalo, Santa Bárbara, Tanquinho e Santanópolis. Informações do G1.