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Maior reservatório do Nordeste, Sobradinho tem seca histórica

Agência Brasil
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Barragem de Sobradinho | Foto: Arquivo/ Chesf

Maior reservatório do Nordeste, a Barragem de Sobradinho passa por uma das piores secas da história, que afeta a geração de energia elétrica, o abastecimento dos municípios da região e preocupa agricultores que dependem da água da barragem para a irrigação da produção de frutas.

Nessa segunda-feira (16), o nível da barragem atingiu 2,5% do volume útil, o mais baixo da história. Esse número vem caindo dia a dia. No dia 10 deste mês, por exemplo, estava em 2,9%. O nível mais baixo havia sido registrado em novembro de 2001 (5,46%).

“A barragem de Sobradinho é usada para tudo. A nossa principal preocupação sempre foi fazer com que a água do reservatório atenda às necessidades no maior tempo possível. Mas, hoje, estamos dependendo da chuva”, disse o diretor de Operações da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), José Aílton de Lima.

A previsão é que entre o fim de novembro e início de dezembro a barragem atinja o volume morto – reserva de água abaixo do ponto de captação. Isso significa a parada total de geração de energia na hidrelétrica. Inaugurada em 1979, a represa de Sobradinho tem capacidade de armazenar 34,1 bilhões de metros cúbicos de água e corresponde a 58% da água usada para a geração de energia no Nordeste.

Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), não há, no entanto, risco de racionamento no Nordeste, pois é possível usar fontes alternativas – como térmicas -, e transferir energia de outras regiões. O órgão diz ainda que os reservatórios da Bacia do São Francisco estão sendo operados prioritariamente para outros usos da água que não a geração de energia.

Para manter mais água na represa, a Agência Nacional de Águas (ANA) determinou a redução da vazão de Sobradinho para 900 metros cúbicos por segundo (m³/s). A ANA estuda reduzir a vazão para 800 m³/s. “Se tivéssemos mantido a vazão em 1.300 m³/s, o reservatório hoje já estaria seco. Agora, vai ser preciso reduzir ainda mais. Ninguém quer que reduza, mas toda a população da região deve poupar água”, diz Aílton de Lima.

Irrigação

A produção de frutas também pode ser prejudicada diante da possibilidade de racionamento no Distrito de Irrigação Nilo Coelho, o maior das áreas irrigadas. Entre Pernambuco e a Bahia, o projeto tem produção anual de R$ 1,1 bilhão. Mais de 2 mil empresas, entre pequenas e grandes produtoras, usam o sistema.

“A previsão é que até o fim do mês a gente chegue a uma cota em que não seja possível mais captar água. Algumas culturas, como a uva, não sobrevivem durante muito tempo sem a irrigação. Se isso acontecer, os prejuízos serão milionários. Além disso, mais de 130 mil pessoas usam esse sistema para consumo”, afirma o gerente executivo do Distrito de Irrigação, Paulo Sales.

Para permitir o aproveitamento da água, a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), ligada ao Ministério da Integração, iniciou em setembro obras de instalação de bombas flutuantes e a construção de um canal de captação. A conclusão da obra, que deve custar em torno de R$ 30 milhões, está prevista para dezembro.

“O grande problema é o tempo. Esse sistema de bombas flutuantes já deveria estar pronto. A gente espera ter nível de captação até lá. Mas se o volume para captação acabar antes, será desastroso”, afirma Sales. Todo o Vale do Rio São Francisco tem 100 mil hectares irrigados e produz 2 milhões de toneladas de frutas por ano.

Abastecimento

A seca também prejudica as comunidades do entorno da barragem de Sobradinho, que estão sendo abastecidas com caminhões-pipa. A falta de chuvas interfere ainda na criação de animais. Com o nível de Sobradinho tão baixo, as ruínas das cidades baianas de Casa Branca e Remanso, inundadas na época da construção do reservatório, estão visíveis.

Para o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco, Anivaldo Miranda, além das mudanças climáticas, houve falhas na gestão dos recursos hídricos na região. “Tivemos um amplo processo de crescimento de demanda pela água, ao mesmo tempo que aumentou o uso irracional, por ausência de implementação de instrumentos de gestão hídrica, de responsabilidade sobretudo dos governos dos estados que compõem a bacia”.

Segundo ele, desde 2013 se observava uma tendência de redução do nível dos reservatórios. Miranda diz que a crise da falta de água se estende por toda a Bacia do São Francisco. “Precisamos  avançar para um pacto das águas, onde haja convergência de interesses e de tarefas entre os estados da bacia, o governo federal, os usuários e a sociedade civil, para construir a sustentabilidade de uma área que é das mais vulneráveis e importantes do Brasil”.

Santaluz: Projeto ‘Música Falada’ reúne cantores luzenses no Memorial (fotos)

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Confira a lista completa de instituições ocupadas na Bahia

Alagoinhas
Universidade do Estado da Bahia – Campus II – Bloco B

Amargosa
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – Bloco

Barreiras
Universidade do Oeste da Bahia – Prédio 2

Cachoeira
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – Centro de Artes, Humanidades e Letras – Prédio 2

Caetité
Universidade do Estado da Bahia – Campus VI

Camaçari
Universidade do Estado da Bahia – Único

Catu
Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia Baiano – Campus Catu
Antiga Escola Agrotécnica – Bloco Antigo – Pavilhão

Conceição do Coité
Universidade do Estado da Bahia – Departamento de Educação Campus XIV – Bloco único

Cruz das Almas
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – Pavilhão ! – Pavilhão de Aulas I
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – Pavilhão II – Pavilhão de Aulas II

Guanambi
Universidade do Estado da Bahia – Campus XII – Bloco

Ilhéus
Instituto Federal da Bahia – Bloco 01
Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) – (Medicina Veterinária/Educação Física) – Pavilhão Adonias Filho – Pavilhão de Exatas – Pavilhão Jorge Amado 1 – Pavilhão Jorge Amado 2 – Pavilhão Juizado Modelo – Pavilhão Pedro Calmon 1

Itaberaba
Uneb – Universidade do Estado da Bahia – Departamento de Educação Campus XIII – Bloco 1 – Bloco 2

Itabuna
Cetep Litoral Sul II – Bloco Único
Colégio Estadual de Itabuna CEI – Bloco Único
Colégio Estadual Dona Amélia Amado – Pavilhão (2/3)
Colégio Estadual Félix Mendonça – Bloco Único
Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães – Bloco Único

Itapetinga
Instituto Federal Baiano Campus Itapetinga – Bloco (A / B / C)
Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) – Bloco (A/)

Jacobina
Uneb – Departamento de Ciências Humanas Campus IV – Bloco (A)

Jequié
Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia UESB – Dalva de Oliveira – Pavilhão Josélia Navarro – Pavilhão Manoel Sarmento II

Juazeiro
Universidade do Estado da Bahia Uneb – Campus III – Departamento de Tecnologia e Ciências Sociais – DCTCS – Prédio de Direito – Prédio de (Agronomia/Direito)

Paulo Afonso
Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia da Bahia antigo COLEPA – Bloco (1 – ALA 1 / 2 – ALA 2)

Porto Seguro
Universidade Federal do Sul da Bahia – BLOCO (A/B)

Salvador
Universidade do Estado da Bahia (Uneb) – Departamento de Ciencias da Vida – DCV – DECV II
Universidade do Estado da Bahia (Uneb) – Departamento de Ciências Exatas e da Terra – DCETI – Bloco Único
Universidade do Estado da Bahia (Uneb) – Departamento de Ciênicas Humanas – DCH – Bloco Único
Universidade do Estado da Bahia (Uneb) – Departamento de Educação – DEDC – Bloco Único
Universidade Federal da Bahia – Pavilhão de Aulas Reitor Felipe Serpa – Bloco único
Universidade Federal da Bahia – Pavilhão de Aulas da Federação V – Bloco único

Santa Maria da Vitória
Universidade Federal do Oeste da Bahia Campus Santa Maria – Bloco Único

Santo Antônio de Jesus
Universidade do Estado da Bahia – Campus V – Bloco 01

Teixeira de Freitas
Universidade Federal do Sul da Habia – Bloco 01

Valença
Universidade do Estado da Bahia – Campus XV – Prédios 01 e 02
Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia da Bahia – Campus Valença – Blocos F e G

Vitória da Conquista
Centro Territorial de Educação Profissional (antida Agrotécnica Sérgio de Carvalho) – Blocos 1 e 2
Instituto Federal de Educação Ciências e Tecnologia da Bahia (Antigo CEFET) – Campus de Vitória da Conquista – Blocos Alfa/Beta/IX/V
Universidade Estadual do Sudoeste da Habia – Módulo I – Uinfor – Módulo II – Ditora – Módulo III – Antônio Luís – Luizão – Módulo IV – Pedagogia
Universidade Federal da Bahia – Campus Anísio Teixeira – Bloco Único

‘Século passado foi bem melhor’, diz produtora rural sobre falta de chuva em Conceição do Coité

Henrique Mendes | Do G1 BA

Manoel Pereira de Souza e Maria do Carmo de Oliveira nasceram no mesmo dia (30 de abril de 1956) e vieram ao mundo com a ajuda da mesma parteira. Como casal, estão juntos há 23 anos. Outro período marcante desses 58 anos de vida é dividido pelos dois: o convívio com a intensa seca no município de Conceição do Coité, a 210 quilômetros de Salvador, no semiárido baiano. 

Plantações de milho mortas na entrada da cidade sinalizam o cenário de perdas provocadas pelos longos períodos de estiagem. Sem chuvas suficientes para o abastecimento total dos reservatórios, desde 2004, os produtores da cidade contabilizam os prejuízos e tentam administrar as dificuldades que envolvem o convívio com a seca.

Maria detalha que a chegada dos anos 2000 marca o início de um período que ela denomina como “milênio da seca” na região. “O século passado foi bem melhor do que esse que entrou. [A última chuva capaz de encher todas aguadas e cisternas] tem uns 10 anos, quando papai faleceu. Foi em 2004. Os riachos queriam levar até a gente. De lá para cá, ficou difícil”, lembrou.

Manoel Pereira e Maria do Carmo perderam todas as plantações de milho e feijão (Foto: Henrique Mendes / G1)

Manoel Pereira e Maria do Carmo perderam todas as plantações de milho e feijão (Foto: Henrique Mendes / G1)

Para o casal, o verão parece ser a única estação do ano. “No inverno, caíram umas chuvas bem fininhas. Não adiantaram”, destaca Manoel. Com as garoas do período, a vegetação superficial vingou produzindo uma sensação visual de prosperidade do solo, só que para os leigos. Conhecido como “seca verde”, o fenômeno não mais ilude os produtores.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Sintraf) do município, 80% da safra de inverno deste ano foi perdida e 70% das represas, cisternas, açudes, tanques e barreiros estão secos. A prefeitura local atesta os números e alerta que praticamente todos os mananciais estão operando abaixo do nível na região. Por conta da situação, o município integra a lista de 169 das 471 cidades baianas que estão situação de emergência devido a estiagem.

Na comunidade de Cansanção, onde vivem cerca de 70 famílias do município, Manoel pouco lucrou ou consumiu da última colheita, em setembro. O trabalho pesado da roça rendeu apenas no aproveitamento de 20% de tudo o que foi plantado. De 20 sacas de feijão esperadas, apenas uma vingou.

As raspas da mandioca colhida serviram apenas para alimentar os animais, já que o pouco obtido não tinha qualidade de comercialização. “É uma história de convivência com a seca. Há um bom tempo, o que se planta não se colhe. Esse feijão aqui [espalhado no chão do quintal] foi comprado”, evidencia o produtor a crise vivida, inclusive, na colheita para consumo próprio.

Maria do Carmo acredita que região vive o 'milênio da seca' (Foto: Henrique Mendes / G1)

Maria do Carmo acredita que região vive o ‘milênio da seca’ (Foto: Henrique Mendes / G1)

Foi neste cenário que os produtores rurais criaram dois filhos e, mesmo diante de severas restrições, ofertaram a ambos a oportunidade de formação escolar.

“Todo dia me lembro da dificuldade para manter na escola. Eles ajudavam nos trabalhos [no campo], mas não deixamos que isso atrapalhasse nos estudos”, ressalta Maria do Carmo. Com o filho mais velho morando em Salvador e a mais nova, de 20 anos, estudando geografia na Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), ela destaca com orgulho as conquistas obtidas diante da forte restrição econômica imposta pela seca. “Nós ficamos sem as coisas para mantê-la [na universidade]”, diz a mãe.

Raspas da mandioca espalhadas na varanda só foram usadas na alimentação dos animais (Foto: Henrique Mendes / G1)

Raspas da mandioca espalhadas na varanda só foram usadas na alimentação dos animais (Foto: Henrique Mendes / G1)

Com 80% das plantações perdidas, além da fragilidade de saúde causada pela policitemia, doença caracterizada pelo excesso de células vermelhas no sangue, Manoel explica que os programas sociais, como as bolsas estiagem e família, são socorros providenciais durante os períodos de pouca chuva.

“É o que tem ajudado. Nessa geração, tem que ter paciência pra viver no semiárido”, admite. Com duas cisternas abastecidas com menos da metade da capacidade, o casal aguarda com ansiedade a possibilidade da “trovoada de novembro”, que é uma chuva capaz de fazer transbordar os reservatórios. As expectativas são mantidas, mesmo diante da imprevisibilidade meteorológica.

Meio à seca, plantação de abbóbora também não vinga na propriedade de Manoel (Foto: Henrique Mendes / G1)

Meio à seca, plantação de abbóbora também não vinga na propriedade de Manoel (Foto: Henrique Mendes / G1)

Administrar a pouca água é um desafio diário. “É fazendo economia. Não desperdiçando. Não jogando de qualquer forma, mas limpando mais com o pano. Também deixamos de molhar o que não está produzindo”, conta Maria do Carmo. Fora isso, Manoel Pereira destaca a existência do compartilhamento de água com os moradores que, devido à estiagem, veem as cisternas secarem.

“Um tem que ajudar o outro. Não tem como negar água, né? Sem água não há vida”, atesta. Mesmo com as dificuldades, o casal de produtores rurais nunca pensou em deixar o município. “Pra falar a verdade, eu não penso. Apesar dos pesares, até o momento não passou pela minha cabeça”, ressalta Maria do Carmo.

70% das aguadas, cisternas, barreiros e tanques estão secos na zona rual de Coité (Foto: Henrique Mendes / G1)

70% das aguadas, cisternas, barreiros e tanques estão secos na zona rual de Coité (Foto: Henrique Mendes / G1)

Assim como atestado por Manoel e a esposa, o Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Sintraf) do município afirma que as tecnologias de convívio com seca são fundamentais nos períodos de estiagem. Conforme o técnico de agropecuária Urias Rios de Oliveira, que atua no Movimento de Organização Comunitária (MOC), ONG que presta auxílio aos produtores rurais, além das cisternas ofertadas por meio de programas federais, os moradores da região receberam auxílio na construção de canteiros econômicos propícios para a plantação de verduras e hortaliças, que favorecem a manutenção da agricultura de subsistência. “Quem não tem essas tecnologias não tem como produzir”, afirma Urias.

Manoel Pereira nada aproveitou da plantação de milho na safra de inverno (Foto: Henrique Mendes / G1)

Manoel Pereira nada aproveitou da plantação de milho na safra de inverno (Foto: Henrique Mendes / G1)

Êxodo Rural Nas proximidades do distrito de Cansanção, no município de Conceição do Coité, onde moram Maria e Manoel, os produtores rurais do quilombo “Maracujá” também enfrentam dificuldades relacionadas aos longos períodos de estiagem. De acordo com o presidente da associação de moradores da comunidade, Hélio Oliveira, de 26 anos, mesmo com as tecnologias que permitem o convívio com a seca, os prejuízos aos produtores são inevitáveis. “Viver aqui é muito difícil. Quando chega um período desse, então. A minha família perdeu a plantação de milho e feijão completamente. Aqui todo mundo perdeu”, destaca Hélio.

Por causa da alta demanda, carro-pipa chegou na casa de Vilma após um mês (Foto: Henrique Mendes / G1)

Por causa da alta demanda, carro-pipa chegou na casa de Vilma após um mês (Foto: Henrique Mendes / G1)

Segundo o produtor rural, que mora com pais e irmãos, a família perdeu toda a produção na safra de inverno. Das sete sacas de feijão e 15 de milho esperadas, nenhuma rendeu. Neste cenário de perdas, Hélio explica que a saída para a maioria dos trabalhadores são os programas sociais e o trabalho em funções distantes do campo.  “Às vezes, a saída é trabalhar fora. Em Coité [na sede do município], em Salvador. Tem muita gente que vai para São Paulo também. Se for ver bem, talvez, tem mais gente daqui em são Paulo do que os que são daqui e residem aqui. Quem está lá, ajuda quem está aqui. Se não for assim, fica difícil”, argumenta.

No contexto local, Hélio explica que o abastecimento das cisternas com carros-pipa é um serviço indispensável. “Agora, tá um pouco complicado, porque não tem como colocar [água por meio dos carros-pipa] em cada casa. Então, coloca em um ponto e as pessoas vão pegar naquele ponto para atender a comunidade inteira”, explicou. Conforme a prefeitura local, desde o início do ano, não houve paradas de abastecimento de carros-pipa na zona rural. A grande demanda, entretanto, tem atrasado alguns atendimentos. A cota é de 25 veículos por dia, e o serviço custou ao município R$ 252 mil entre janeiro e julho.

Estiagem levou casal a trazer fécula do Paraná para produzir beiju em Coité (Foto: Henrique Mendes / G1)

Estiagem levou casal Teônia Lopes e Genivaldo Pereira a trazer fécula do Paraná para produzir beiju em Coité (Foto: Henrique Mendes / G1)

Foi o que aconteceu com Vilma Ferreira dos Santos, de 36 anos, que também reside no quilombo “Maracujá”. O G1 acompanhou a chegada de um carro-pipa na residência onde a dona de casa mora com a família. “Estou com a cisterna seca já há um mês e tanto. Aqui, as pessoas ainda têm um pouquinho da água das chuvas nas cisternas. Só que a minha estava meio suja, lavei, aí ficou sem. Pedimos na prefeitura, aí conseguimos. [Pedi] tem mais de um mês, mas é porque está abastecendo muitos lugares também e estão priorizando as casas que têm pessoas deficientes. Aí, demorou um pouco”, detalhou.

Por causa dos prolongados períodos de estiagem, Vilma explica que a família quase não produz mais alimentos. “Aqui chove, mas é sempre pouco. Aí não dá nada. Está tudo aí morrendo. Aqui perde sempre [plantações]. A gente nem planta mais. Aqui planto mais milho, ultimamente. Feijão mesmo não planto mais”, explicou.

Fécula do Paraná No Povoado de Onça, também na zonal rural de Conceição do Coité, a estiagem alterou a dinâmica de produção de beiju na residência de Teônia Lopes, de 50 anos. Devido a limitada oferta de mandioca na região, consequência da pouca chuva que cai na localidade, ela tem comprado fécula do estado do Paraná. “A gente compra e mistura com a nossa”, detalha.

70% das aguadas, cisternas, barreiros e tanques estão secos na zona rual de Coité (Foto: Henrique Mendes / G1)

70% das aguadas, cisternas, barreiros e tanques estão secos na zona rual de Coité (Foto: Henrique Mendes / G1)

Apesar da estiagem, Teônia afirma que as pequenas garoas do inverno possibilitaram o desenvolvimento da “tarefa de mandioca” plantada nos terrenos da família, que corresponde a 0,43 hectare. “Em 2011, não teve. Em 2012, também não. Em 2013, a gente conseguiu colher um pouco”, disse. O medo em casa é que a seca vivida volte e a esperada trovoada de novembro, que é capaz de transbordar as cisternas e aguadas na região, não ocorra. “Se chover, a gente ganha tudo [da atual plantação de mandioca]. Se passar mais meses sem chover, a gente vai perder”, explica Genivaldo Pereira, de 50 anos, marido de Teônia.

Resistindo ao período de estiagem, Genivaldo mostra como o tempo seco afeta a qualidade da mandioca. “Tá vendo aqui? Essa raiz só tem uma mandioca. Às vezes, chega a ter oito”, detalha. De acordo com a secretária de Políticas Agrícola e Agrária do Sintraf, Hilda Mercês, o impacto da seca na produção tem afetado o comércio do município. “Chuva boa é aquela em enche os tanques e possibilita a produção de alimento nas roças. Infelizmente, há tempo essa chuva não cai na região e as plantações não têm prosperado. Isso tem alterado o movimento na feira, que tem diminuído”, relatou.

Crise do Sisal A 26 quilômetros de Conceição do Coité, os moradores do município de Valente, que têm como fonte principal de economia a produção de sisal, também aguardam com ansiedade a “trovoada de novembro”. O sisal é uma planta mais resistente ao clima seco e usada pela indústria de cordas e tapetes pela sua dureza.

Após ter enfrentado um período de três anos praticamente sem chuvas (2010-2013), que levou a região a enfrentar uma crise de abastecimento, o medo da população é que os efeitos da estiagem sejam agravados. “Ainda vivemos o reflexo da última seca. Agora, está recomeçando tudo. Em 2014, houve umas chuvas no início do ano e no inverno choveu pouco. Todo mundo está traumatizado e já está com medo”, destaca Gerlândio Oliveira, gerente administrativo da Associação de Desenvolvimento Sustentável e Solidário da Região Sisaleira (Apaeb).

Valente já produziu 500 toneladas de sisal por mês; hoje não produz uma tonelada (Foto: Henrique Mendes / G1)

Valente já produziu 500 toneladas de sisal por mês; hoje não produz 100 (Foto: Henrique Mendes / G1)

Moradora da comunidade de Barriguda, Nilza Lima, de 53 anos, mostra que o terreno onde trabalha já enfrenta problemas com a estiagem. “Tem muito sisal morrendo. Ele não está resistindo a falta de chuvas”, comentou. Acompanhado de Gerlândio Oliveira, o G1 visitou a localidade e atestou a mortandade da espécie na localidade. “O sisal está bem falhado e com grandes espaçamentos. Aqui, 60% já deve ter morrido”, alertou.

Além da seca, a plantação do local está enfrentando uma praga conhecida como “Podridão Vermelha”, doença causada por um fungo. “Quando você está imunologicamente frágil, não fica mais suscetível a doenças? O mesmo ocorre com o sisal. Frágil por conta da falta de chuvas, a plantação foi atingida por essa praga”, considerou.

Segundo Gerlândio Oliveira, a produção de sisal no município já chegou a ser de  500 toneladas por mês na década de 90. Hoje, ele detalha que a produção não chega a 100 toneladas. “Estamos no aguardo da trovoada de novembro. No ano passado, essa chuva amenizou os prejuízos. Nosso medo é que a seca volte com tudo outra vez. Convivemos ano a ano com essa preocupação”, concluiu.

Antes tomado por sisal, terreno tem plantação irregular e com espaçamentos (Foto: Henrique Mendes / G1)

Antes tomado por sisal, terreno tem plantação irregular e com espaçamentos (Foto: Henrique Mendes / G1)

Santaluz: Churrasco marca comemoração do Dia do Servidor Público (fotos)

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Com 66,51% dos votos válidos em Santaluz, Dilma é reeleita presidente do Brasil

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Com 100% das urnas apuradas, às 19h33, a presidente Dilma Rousseff (PT), reeleita, neste domingo (26), para mais quatro anos de mandato registrou 66,51% dos votos válidos, ou 13.376 votos, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ela derrotou o candidato Aécio Neves (PSDB), que obteve 33,49% dos votos válidos, ou 6.376 votos. O índice de abstenção é de 24,44% (6.896 eleitores), o de votos brancos 1,49% (318) e nulos 4,16% (886).

No primeiro turno, no último dia 5, em Santaluz, Dilma conseguiu 64,46% dos votos válidos, ou 12.752 votos. Já Aécio obteve 23,07% dos votos válidos, o equivalente a 4.565.

Com a vitória de Dilma e os quatro anos a mais conquistados por ela, o PT vai somar quatro mandatos seguidos na Presidência, num total de 16 anos de anos, a serem completados em 2018. O número é inédito. Nenhum partido ficou tanto tempo no comando do Brasil. Os primeiros oito anos foram de Luiz Inácio Lula da Silva, que em 2009 alçou a sua então ministra da Casa Civil candidata  a Presidente, que conquistou assim o seu primeiro mandato.

Redação Notícias de Santaluz

#É HOJE! Del Led, Fofinho Silva e Toke Love animam festa no povoado de Casas Velhas

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Montagem: Júnior Imix

Del Led, Fofinho Silva e Toke Love animam, neste sábado (15), a festa no povoado de Casas Velhas, em Santaluz. O evento acontecerá a partir das 21 horas, no Bar Casas Velhas, e contará com uma grande estrutura de palco, som, iluminação e segurança. Ingressos custam R$ 15. Não perca!

Santaluz: ‘Derrubando Panela’ realiza evento em homenagem ao Dia das Crianças (fotos)

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