Uma investigação do MPE (Ministério Público Estadual) de São Paulo, que durou três anos e meio, apresenta informações detalhadas do funcionamento da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Interceptações telefônicas mostraram que, pelo menos desde 2011, a facção planeja matar o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. As informações foram publicadas no jornal O Estado de S. Paulo, nesta sexta-feira (11). Em uma conversa ocorrida no dia 11 de agosto de 2011, às 22h37, um dos líderes do PCC, o preso Luis Henrique Fernandes, o LH, diz:

— Depois que esse governador (Alckmin) entrou aí o bagulho ficou doido mesmo. Você sabe de tudo o que aconteceu, cara, na época que “nois” decretou ele (governador), então, hoje em dia, Secretário de Segurança Pública, Secretário de Administração, Comandante dos vermes (PM), estão todos contra “nois”.

A investigação do MPE mostra, ainda, que a facção, criada em São Paulo, tem representantes hoje em 22 Estados brasileiros, além da Bolívia e do Paraguai. (R7)