PM registrou 284 autos de resistência seguidos de morte em 2012. Enquanto a Polícia Civil contabilizou 60 casos

A polícia baiana é a que, em números relativos, mais matou em 2012. Ao todo, foram 344 pessoas mortas em confrontos com as polícias Civil e Militar, o que dá uma taxa de 2,4 mortes por cada 100 mil habitantes. Em São Paulo, onde a polícia matou 563 pessoas, a taxa é de 1,3. Na Bahia, a PM registrou 284 autos de resistência seguidos de morte no passado, enquanto a Polícia Civil contabilizou 60 casos. A soma indica quase uma morte por dia no ano. 

Os dados fazem parte do 7º Anuário Brasileiro de Segurança Pública do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), publicado ontem. Na avaliação do secretário da Segurança Pública, Maurício Barbosa, os números da Bahia são elevados porque são fornecidos com “lisura”.

“Dos 19 estados do grupo que fornece dados confiáveis, somente nove, entre eles a Bahia, registraram as informações (das mortes em confronto com a polícia). É comparar o igual aos desiguais. Tem estado que não quer fornecer os dados e quem fornece, e com lisura, é penalizado”, argumentou Barbosa, sem entrar no mérito sobre atuação dos policiais.

54% dos entrevistados na Bahia disseram confiar na PM e 50% confiam na Civil, segundo a SSP

Polícia baiana é a que tem o maior índice de confiança da população
Juntamente com o Anuário da Segurança Pública, foi publicado um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) que aponta que 70% da população brasileira não confia no trabalho da polícia. Entretanto, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a mesma pesquisa, se destrinchada, mostra que os baianos são os que mais confiam nas forças policiais.

Ao todo, 54% dos entrevistados na Bahia disseram confiar na PM e 50% confiam na Civil, segundo a SSP. Na avaliação de Maurício Barbosa, este resultado é fruto do fortalecimento das corregedorias e dos processos que já resultaram em afastamento de policiais envolvidos em delitos.