A Polícia Civil do Paraná informou nesta quinta-feira (10) que exames do Instituto Médico-Legal (IML) descartam a hipótese de que jogadores de futebol do Vitória estupraram uma mulher, de 44 anos, em Curitiba. De acordo com a delegada Marcia Rejane Vieira Marcondes, da Delegacia da Mulher, o inquérito concluiu que não houve violência de nenhum tipo contra a denunciante.

Um dos laudos do IML chegou a apresentar a presença de uma proteína liberada por homens durante o ato sexual, momentos antes da ejaculação, na vagina da mulher. “Isso quer dizer que ela praticou sexo, mas a proteína PSA pode ser registrada até 72 horas depois do ato sexual. Ou seja, não se pode comprovar que ela praticou ato sexual naquela madrugada ou se foi antes”, explicou a delegada.

Outros exames feitos pelo IML mostraram que não houve nenhum outro tipo de violência física, e a polícia ainda reuniu testemunhos que contrariavam a denúncia. 

De acordo com a delegada, tanto a mulher quanto o rapaz que retornou com ela ao hotel podem responder por falsa comunicação de crime. “Ele alegou no depoimento ter visto uma lesão corporal nela, mas os exames mostram que não havia lesão nenhuma. Queremos buscar qual era o objetivo dele, mas, no mínimo, há um falso testemunho”, afirmou Marcondes. (G1)