Com informações de O Estado de S. Paulo
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A cúpula do Partido dos Trabalhadores (PT) defende a volta da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). O imposto foi criado em 1997 com a justificativa de estabelecer uma fonte de renda para financiar a Saúde pública. Mas, em 2007, quando foi extinto, a verba era aplicada também na previdência social e no Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza. Segundo o PT, o imposto do cheque é a alternativa para manter os programas sociais em andamento diante do forte ajuste fiscal que será imposto pelo governo da presidente Dilma Rousseff. O partido também defende proposta de taxação das grandes fortunas, mas o governo pretende enviar ao Congresso Nacional um projeto de criação de um imposto federal sobre heranças. No entanto, não é a primeira vez que o partido tenta voltar com a CPMF. Em 2011, o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula Da Silva, incentivou a volta do tributo. Recém eleita, Dilma sinalizou que o traria de volta no início de seu mandato. Críticas de representantes públicos e a rejeição da sociedade brasileira fizeram com que a proposta não fosse levada adiante. O PT anunciou que discorda da revisão de direitos trabalhistas e previdenciários proposta pelo governo para cortar despesas, como as restrições para acesso ao seguro desemprego e ao abono salarial, e vai propor ao governo fontes alternativas para aumentar a arrecadação. Dentre essas: a CPMF e o imposto sobre grandes fortunas. Em relação a proposta de imposto sobre grandes fortunas, a alternativa do PT vai contra a ideologia do atual ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Para ele, a taxação de grandes fortunas não tem tanto impacto.