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Foto: Ilustrativa

Não são raras as notícias de que o uso de “cerol” ou “cortante” em inocentes brincadeiras de crianças, normalmente atrelado a “pipas” ou “papagaios”, causam danos materiais, lesões corporais, muitas de natureza grave, e até mesmo a morte. Os casos mais graves têm sido relatados pela imprensa tendo como vítimas normalmente motociclistas, e mais recentemente paraquedistas ou adeptos de outros esportes semelhantes.

A substância conhecida como “cerol”, é basicamente uma mistura glutinosa (cola), normalmente utilizada em madeira (cuja composição básica é Poliacetato de vinila – PVA, aditivos, pigmentos e água), em conjunto com vidro moído. A linha da “pipa” é envolta nessa mistura, que após secar, produz um efeito, que, somado a certos movimentos impostos ao conjunto, permite que a linha de outra “pipa” seja cortada. Tal efeito, cortante, gera a possibilidade de mudança da esfera recreativa, da inocente brincadeira de “empinar pipa”, para outras como administrativa, criminal, etc., quando o objeto cortado não é outra pipa, mas alguém, causando lesão ou morte, ou ainda dano ao patrimônio de terceiros.

De acordo com a Associação Brasileira de Motociclistas, há em torno de 100 acidentes envolvendo linhas imbuídas de cerol por ano no Brasil. Cerca de 25% dessas pessoas morrem em decorrência disso.

Portanto, a brincadeira inocente de empinar pipas, se causar a morte de alguém por causa do uso do “cerol” cometido por um adolescente, esse terá como punição a internação na Fundação Casa por prazo máximo de três anos.

A falta de educação, cultura, recreação, orientação tanto dos pais como dos filhos, fez de uma brincadeira inocente de “empinar pipas”, uma brincadeira que esta causando homicídio e lesão corporal.

Pedimos que a população fique atenta, que informe à Polícia Militar caso saiba que alguém usa ou vende esses materiais. “Através de prevenção e conscientização queremos alertar as crianças, jovens e famílias que pipa é legal, mas cerol é crime”.

“A melhor política criminal é uma boa política social”.

Ascom Conselho Tutelar de Queimadas