Citado como cabeça da “chapa dos sonhos” à sucessão de Jaques Wagner (PT) por aliados e cotado como governadorável pelo presidente estadual do PP e deputado federal Mário Negromonte, o vice-governador Otto Alencar preferiu não botar ainda mais lenha na fogueira que incendeia a base antes da definição do time que vai enfrentar as urnas em 2014. Declaradamente postulante ao Congresso Nacional, onde diz pretender ser um “senador reformista”, o comandante do PSD na Bahia se limitou a retribuir a “gentileza” do pepista. “Agradeço a lembrança dele, que é um líder importante na Bahia, assim como o PP, um partido forte que, nas eleições de 2012, foi o segundo maior em número de votos. Eu fico muito grato pela lembrança”. 

O atual vice-governador resumiu que o seu apoio será para “o candidato de Wagner”, independentemente de quem será o escolhido. “Quero ser na sucessão uma solução, não um problema. Não vou criar dificuldade. Agora, gosto de jogar para ganhar. Sem desconhecer a força das oposições e reconhecendo que lá existem bons quadros, temos que criar condições de ganhar e governar bem. Wagner vai deixar um legado e tem que ter continuidade”, avaliou. (BN)