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Verador Miraldo Sena mediou diálogo entre prefeitura e a categoria | Foto: Notícias de Santaluz

O Projeto de Lei 1.496/2016, que prevê a criação do Plano de Cargos, Carreira, Remuneração e Funções Públicas dos Servidores e dos Empregados Públicos da Educação Básica do Município de Santaluz, previsto para ser votado em sessão extraordinária nesta sexta-feira (1°) na Câmara Municipal de Santaluz foi retirado de pauta a pedido do prefeito Zenon Nunes da Silva Filho (PSD), após dialogar com a categoria. Com isso, devido ao impedimento da legislação eleitoral, o tema volta a ser discutido somente no ano que vem.

A insatisfação com a proposta gerou reação imediata dos professores e servidores de apoio da rede municipal de ensino, que antes da retirada do projeto, na manhã desta quinta-feira (30), estiveram na Câmara para dialogar com os vereadores e pedir a suspensão da votação. O grupo de aproximadamente 70 pessoas foi recebido pelo vereador Miraldo Sena (PDT), que também é professor. O edil intermediou o diálogo entre o perfeito Zenonzinho e a categoria. “Eles alegaram que não há mais tempo hábil para discutir o projeto e fazer as alterações necessárias e eu passei isso ao prefeito Zenonzinho, que demonstrou preocupação em desapontar os servidores e não hesitou em atender prontamente o pedido da categoria, solicitando a retirada do projeto, que será discutido pela categoria no ano que vem, com o próximo gestor”, disse Miraldo.

Para o professor Clenildo Peixinho, presidente da APLB Sindicato – Delegacia Sisal Norte, a retirada do projeto evita que a categoria seja prejudicada. “Nós passamos cerca de dois anos discutindo e elaborando este projeto, que ficou pronto em junho do ano passado e contou com a participação da secretária de Educação e técnicos. Entretanto, esperávamos que a versão final do projeto fosse colocada para nossa análise antes de ser enviado para a Câmara, o que não aconteceu. Tivemos acesso ao texto ontem e vimos que foram feitas diversas alterações, além da retirada de alguns artigos, o que prejudicaria toda a categoria. Diante disso, decidimos nos mobilizar e pedir a suspensão da votação e estamos satisfeitos com o resultado desse diálogo”, afirma Clenildo. Segundo o presidente da APLB, a proposta que seria votada nesta sexta-feira traria prejuízos à categoria, a exemplo da retirada do Estatuto dos Servidores da Educação, retirada da disponibilidade do presidente para gerir a APLB e retirada da lotação dos servidores.

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Professores e servidores de apoio da educação estiveram na Câmara Municipal na manhã desta quinta-feira | Foto: Notícias de Santaluz

Para a professora Nelia Barbosa a retirada do projeto reafirma o compromisso do prefeito Zenonzinho com a categoria. “Diante de toda essa movimentação, fizemos aquilo que era cabível a nós. Recebo a decisão do prefeito Zenonzinho como uma boa resposta. Creio que ele decidiu fazer aquilo que foi mais sensato no momento, o que é melhor para nós. Eu acredito no bom ser humano que ele é e acredito ainda que quando ele fez isso, talvez não tivesse conhecimento do quanto iria nos prejudicar. Mas viemos aqui mostrar que não concordamos, pois não queremos ser prejudicados em nenhum momento e ficamos muito satisfeitos com a decisão dele. Por isso, agradeço a ele em nome da turma”, declara a professora. 

Procurado pela reportagem, o prefeito Zenonzinho afirmou que “Desde o início, fizemos uma gestão pautada no diálogo e respeito ao servidor público, e agora não seria diferente. A categoria entendeu que tem que haver uma ampla discussão sobre esse projeto, para que a proposta seja votada sem prejudicar os servidores, e resolvi acatar o pedido. Estou ao lado dos servidores”, disse o prefeito. 

Redação Notícias de Santaluz