Em ano de desaceleração da economia, os bancos já decidiram: não haverá aumento acima da inflação para os bancários, que entram hoje no nono dia de greve. Se não cederem de fato, será a primeira vez desde 2003 que a categoria, uma das mais fortes nas negociações salariais, receberá só a reposição da inflação (6,1%).

Nos últimos nove anos, a categoria teve 22,2% de aumento real, de acordo com a Contraf-CUT (confederação nacional dos bancários).

Em Santaluz, a paralisação atinge apenas as instituições bancárias oficiais, como Caixa Econômica e Banco do Brasil. A agência do Bradesco está aberta ao público, com atendimento reduzido. 

Aumento real

Neste ano, os bancários pedem reajuste salarial de 11,93%, sendo 5% de aumento real, além de PLR no valor de três salários mais R$ 5.553,15 fixos, entre outros. Patrões e empregados não sentam para negociar há três semanas. Cada um dos lados espera uma contraproposta.

Segundo os bancários, 10.586 agências e centros administrativos nos 26 Estados e Distrito Federal foram fechados devido à greve.