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Por TV Globo

Ministro Alexandre de Moraes durante sessão extraordinária do STF | Foto: Carlos Moura/SCO/STF

Ministro Alexandre de Moraes durante sessão extraordinária do STF | Foto: Carlos Moura/SCO/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou as primeiras medidas no inquérito que investiga ofensas a ministros da Corte. As ações estão sendo cumpridas na manhã desta quinta-feira (21) e incluem busca e apreensão nas casas de suspeitos em São Paulo e Alagoas. A investigação corre em sigilo. Na última quinta (14), o presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli, anunciou no plenário da Corte a abertura de um inquérito para apurar “notícias fraudulentas”, ofensas e ameaças a ministros do tribunal. Na ocasião, Toffoli informou que Alexandre de Moraes – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo – iria conduzir as investigações. O inquérito foi alvo de críticas de procuradores da República que atuam na Operação Lava Jato, juristas e até mesmo integrantes do STF. Um dos magistrados mais antigos da Suprema Corte, o ministro Marco Aurélio Mello foi uma das vozes críticas à decisão de Dias Toffoli. Um dos alvos das buscas em Alagoas nesta quinta, o advogado Adriano Laurentino de Argolo, afirmou não ser o autor de algumas das mensagens que lhe são atribuídas, e que teve contas em redes sociais clonadas. A Polícia Federal recolheu tablets e celulares na casa dele. “Algumas postagens que me mostraram, não foram minha pessoa que escreveu. As contas foram clonadas”, afirmou Argolo.