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Foto: Reprodução / Bahia Econômica

O desligamento das sondas de perfuração terrestres na Bahia, anunciado pela Petrobras nesta semana, pode afetar a longo prazo a produção de petróleo no estado. De acordo com o ex-dirigente da estatal na Bahia, Antônio Rivas, alguns dos impactos serão imediatos. “O primeiro é o desemprego. Para operar uma sonda, mesmo que seja da própria empresa, ela trabalha com pessoal terceirizado. Quando você para um equipamento desses, os empregados são realocados, mas os terceirizados são demitidos”, explicou. Já a longo prazo, haveria um risco potencial na redução da produção. “Em sondas antigas como a do Recôncavo, que foi a primeira do Brasil, para se manter o nível de extração de petróleo você tem que estar perfurando sempre. No momento em que você para, a produção para fortemente. E aí você perder royalties, perde impostos… porque na Bahia você tem o refino também”, detalhou em entrevista ao Bahia Notícias. Para tentar reverter a decisão, Rivas participou, nesta quarta-feira (24), de uma reunião com o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner. Também presente no encontro, o deputado estadual Rosemberg Pinto (PT) contou que o ex-governador prometeu conversar sobre o assunto com a presidente Dilma Rousseff. “Isso traz um impacto significativo nos estados do Nordeste. Nós só temos sondas terrestres. Se a Petrobras deixar de trabalhar nessa área, a Bahia vai perder não só empregos como renda, como o ICMS”, alertou.

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