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Você, Ivete, cantando com uma ”funkeira”? “Sim! E por que não?” – Por Enézio de Deus

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Um amigo me escreveu hoje pelo Facebook, via inbox: “Concordo parcialmente com ele. Tudo que pega microfone a gente chama de cantar! rsrsr”, remetendo-se a uma afirmação do cantor Sidney Magal, por esse veiculada nas redes sociais ontem (vocês acessam facilmente pela internet), criticando Ivete Sangalo por essa ter acolhido como uma, dentre os vários artistas que sonham em cantar com ela, uma “funkeira”, Valesca Popozuda – a quem o ex-lambadeiro chamou de “aborto da natureza”.

Daí eu respondi e acresci, como inspiração para este ensaio, o seguinte, a este amigo:

“Rsss Até parece que Magal não sabe que, no meio artístico e ainda mais perto de uma gigante como Ivete se tornou, por trás de “despretensiosas” e quaisquer participações, sempre há grandes influências, “pontes”, interesses…, como em toda e qualquer participação; especialmente se o anfitrião ou a anfitriã for digno, estiver em evidência ou tiver o poder de convidar (o que não é o caso de Sidney Magal hoje. Daí, a meu ver, um dos bem ‘mal resolvidos’ motivos da sua ‘revolta’ rsss).

Lembro-me, aqui, por exemplo, de gente de Feira de Santana-BA que, na Micareta do ano passado (2013), ficou achando que foi simplicidade/humildade da parte de Daniela Mercury acolher a participação da querida e talentosa sambista feirense (por enquanto ainda de Salvador e do Brasil desconhecida) Maryzelia, no trio que a conduziu. LÊDO ENGANO.

Ocorre que quem ainda tem viabilizado as vindas de Daniela Mercury à Micareta de Feira, para que essa tenha condições de se apresentar (digo, com lucros; sem prejuízos) é, preponderantemente, o dinheiro público; ou seja, o contrato direto com a Prefeitura Municipal, sem blocos e bem para o povão.

Sabe-se que (“cantar com Maryzelia”?) ela não, digamos, “acolheu” a idéia (não preciso descer em detalhes menores), mas TEVE que receber a sambista no trio, para a felicidade dos feirenses e de milhares de foliões de cidades vizinhas que já conhecem o trabalho de Maryzelia e que atestam o seu talento – talento esse que hoje, sob a minha avaliação, NADA deixa a desejar com relação a outro qualquer do seu gênero.

Nossos olhares vão se afunilando nos alvos, detalhes, entrelinhas e bastidores com o tempo (principalmente quem pisa no solo musical, mesmo de modo tão inexpressivo, como eu). O meio artístico é terreno muito bom para quem só assiste aos espetáculos, porque se for para integrar a sua dinâmica diária… Ah… quanta diferença!

Maryzelia foi recebida por Daniela antes do início do show? Ensaiou, combinou ou a produção de Daniela entrou em contato com a produtora da sambista Maryzelia para alinharem ou para dizer o que cantariam? Maryzelia sabia o exato horário de “entrar em cena”? NÃO. Mas eu disse a Mary: “Excelente oportunidade. Parabéns, Mary! Faça jus ao desejo da Prefeitura, que é o dos feirenses. Vá! O povo feirense exigiu e você, um caniço hoje em comparação a Daniela, será árvore amanhã, tanto quanto ou bem maior do que ela!”

Embora não tão mencionada e visível-parcamente (para não dizer indiferentemente) acolhida por Daniela – ao contrário das posturas de artistas outros, em todos os anos de participações de Maryzelia Menina Mary (como com Dudu Nobre, Margareth, Xangai, Benito de Paula, Jaime Sodré, Juliana Ribeiro e outros o fizeram), exaltando-a, estipulando-a e parabenizando a artista da terra ou a feirense Maryzelia – TODAS ESTAS PARTICIPAÇÕES VOCÊS VÊEM PELO YOUTUBE), lá estavam elas: Daniela e Maryzelia dançando e cantando juntas. Parabéns à firmeza de Feira de Santana na valorização do seu “ouro da casa” Maryzelia, cuja maioria do povo feirense conhece, aprecia e legitima o seu talento – haja vista o Botekim Tematic sempre lotado ou, no mínimo, cheio toda sexta-feira à noite na Av. João Durval, na “cidade-princesa sertaneja”.

Mesmo não estando tão radiosa como sempre ou, sob minha leitura comparativa, tão à vontade quanto com outros mais acolhedores colegas artistas, Mary fez sua parte e agradeceu a Daniela (o vídeo que pode ser acessado pelo link abaixo foi feito por um amador/fã de Maryzelia que estava no trio).

E, assim, finalmente, questiono: quem era Magal na sua incipiente lambada? Quem era Daniela nos meandros dos barzinhos, micaretas do interior da Bahia e nas festas da banda Companhia Clic?

Parabenizo a quem, espontânea ou respeitosamente, chama um artista ascendente, anônimo, tão bom para uns (ou não), mas do mesmo modo dignos, para os seus espaços e apresentações quando cabível e possível. Amanhã, não raro, a/o artista – hoje menos ou quase não evidente – poderá dar a quem não lhe “enxergou” outrora, verdadeiras oportunidades de aparição ou propostas de cantorias conjuntas.

Lembram o que nossa grandiosa Maria Bethânia falou sobre Daniela Mercury nas páginas avulsas de entrevista à Revista Playboy – de novembro do ano de 1996 (cuja capa era Isabel Filardis)? Leiam o trecho-texto fiel e literalmente extraído (abaixo) desta afirmação à Playboy.

Pois bem: aquela baiana, que tinha um corpo bonitinho, que cantava até um pouquinho e que pela simpatia estava em evidência, foi a MESMA Daniela Mercury que, há pouco mais de 4 anos, dividiu linda e radiante o palco, em praça pública LOTADA na Festa da Purificação, em Santo Amaro-BA, com Maria Bethânia. E detalhe (o mais significativo): por ironia da vida ou chamamento a diversas reflexões, juntamente neste dia, o microfone (na verdade o som mal equalizado pelos técnicos do microfone sempre com fio) de Bethânia não estava bom – todos viram ali o que houve; que logicamente não foi noticiado. E quem praticamente fez o show por inteiro, sozinha? Daniela Mercury – época do Balé Mulato (acho que é este o nome do lindíssimo show).

E, então, Sidney Magal, será que esta “funkeira”, que cantou com Ivete neste Carnaval e a quem você chamou de “aborto da natureza”, não será reverenciada por você no futuro, em sua velhice?

O MUNDO DÁ VOLTAS, como sabiamente se diz e, em tais voltas, o melhor é mantermos a sábia prudência com relação a tudo. E, para quem possa exercitá-la, humildade nunca é prejudicial ou demais.

“PLAYBOY pergunta: “E Daniela?”

Maria Bethânia responde: “É uma moça bonitinha, gostosinha, bem-feitinha, faz essa linha pernoca-de-fora, tem talento, sabe dançar, sabe fazer tudo. Mas canta uma musiquinha que não é nada.”

(Edição de nov/1996)

E você, arriscaria dar uma de Magal? Eu não; pelo contrário: já vi e ouvi muitas bocas mudarem de direção.

Como escreveu Caetano, “gente é pra brilhar”, principalmente quem isso dignamente almeja na arte e faz por onde laborar.

http://bn20.com.br/videos/144/maryzelia-de-feira-de-santana-cantando-com-daniela-mercury

Enézio de Deus, médium, escritor e compositor baiano, natural de Retirolândia; Advogado; Mestre e Doutorando em Direito das Famílias (UCSAL).

1 resposta para “Você, Ivete, cantando com uma ”funkeira”? “Sim! E por que não?” – Por Enézio de Deus”

  • Bruno disse:

    Esse quase “doutor” queria falar de forças ocultas que levam “artistas” ou artistas desconhecidos ao palco de mega estrelas ou ele só quer atacar a cantora de nível internacional, bailarina rainha Daniela Mercury? Para que tá feio. O Caso é a que se diz cantora de funk, mas ele fala o tempo todo da Daniela Mercury. Menino estranho! rsrsrs Bjo!

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